Dave Mustaine confirmou que não convidará antigos colegas para subir ao palco na turnê de despedida do Megadeth, prevista para começar em 2026.
Em entrevista à revista Guitar World (via NME), o vocalista e fundador explicou que reunir ex-membros seria “uma tarefa enorme” e não refletiria o foco atual da banda. “Prefiro que os fãs ouçam o Megadeth como ele é hoje. Não é um show de marionetes”, declarou.
A posição reforça o que Mustaine dissera a Eddie Trunk no SiriusXM, quando argumentou que seria injusto com a formação atual trazer convidados esporádicos. Ele lembrou, contudo, que a aparição surpresa de Marty Friedman em 2023, no Japão, foi um caso “óbvio e brilhante”, já que o guitarrista foi a parceria mais duradoura de sua carreira.
Questionado sobre possíveis exceções, o músico descartou novas participações, citando a impossibilidade de chamar Gar Samuelson, falecido em 1999, e a dificuldade de equilibrar espaço para todos que passaram pelo grupo desde 1983.
O giro de despedida pode estender-se por até cinco anos, segundo previsões do próprio Mustaine. Paralelamente, o Megadeth lançará seu 17º álbum de estúdio, autointitulado, em 23 de janeiro de 2026. Entre as faixas, haverá uma releitura de “Ride The Lightning”, canção que Mustaine compôs antes de deixar o Metallica, além dos singles já divulgados “Tipping Point”, “I Don’t Care” e “Let There Be Shred”.
Com o cronograma final em vista, Mustaine afirma estar determinado a encerrar a trajetória “no auge”, sem recorrer a reuniões nostálgicas que possam desviar o foco do repertório atual.



