Gary Holt disse que o Exodus quase chegou ao fim no início dos anos 1990, em entrevista ao canal Sweetwater publicada em 20 de dezembro.
Holt lembrou que, mesmo após bons resultados criativos e de público, o grupo foi abalado pela explosão do grunge, por conflitos internos e por composições que ele próprio considera abaixo do padrão. “Estávamos indo muito bem e, de repente, tudo desapareceu”, resumiu.
O músico revelou que nunca acompanhou as finanças da banda. Segundo ele, o empresário pagava um salário modesto, suficiente para aluguel, videogames e “erva”, e ninguém questionava o destino do restante dos ganhos. Quando o mercado virou, o impacto foi imediato: “Passei de turnês mundiais a limpar cocô de cachorro em um pátio de trailers”, contou, ecoando passagens de sua autobiografia “A Fabulous Disaster”.
Aos aspirantes a profissionais da música, Holt faz um alerta: “Não sigam todos os meus passos; eles podem levá-lo a areia movediça”. Ele frisa que a era do streaming tornou a sobrevivência ainda mais dura e recomenda aprender uma profissão paralela.
Sobre técnica de guitarra, mantém o conselho simples: “Ouça Angus Young. Você não precisa de mais nada; basta essa base e deslizar as notas”.
O Exodus retoma a estrada em fevereiro, com datas no Canadá e, a partir de março, turnê europeia que inclui Lisboa, Madrid, Paris e Londres.



