Igor Cavalera diz buscar evolução constante na bateria

Luis Fernando Brod
2 minutos de leitura
Igor Cavalera. Crédito: Divulgação.

Igor Cavalera, ex-baterista do Sepultura e hoje envolvido em múltiplos projetos, declarou à Polyend que o reconhecimento como um dos nomes mais influentes do metal vem da postura de “sempre avançar como artista e músico”. O percussionista ressaltou que, apesar do status, ainda “há muito a aprender”.

Questionado sobre a evolução de sua relação com o instrumento, Igor explicou que tudo parte do ritmo (com transcrição da Blabbermouth): “Antes da melodia e da harmonia existe o pulso. A bateria é física e emocional, algo instintivo e humano”. Segundo ele, a energia crua do metal e do punk segue presente, porém transformada. “Hoje me interesso mais por espaço, textura, repetição e transe. A agressividade não está na velocidade, e sim na profundidade e na intenção”, disse.

Fundador do Sepultura ao lado do irmão Max, Igor deixou a banda em 2006 por “diferenças artísticas”. Desde então, mantém a bateria nos grupos Cavalera, Cavalera Conspiracy, Soulwax e Petbrick, além da dupla de música eletrônica Mixhell, criada em 2006 com a esposa, a DJ Laima Leyton. Com o projeto, já passou por festivais como Glastonbury, Bestival e Reading.

Radicado em Londres desde 2013, o músico gravou o álbum “From Deewee” com o coletivo belga Soulwax em 2016 e embarcou na turnê “Transient Program For Drums And Machinery”. No mesmo período, lançou o duo Petbrick com Wayne Adams, fundindo noise, eletrônica e batidas pesadas.

Nos últimos anos, Igor tem se apresentado com equipamentos analógicos modulares, pads eletrônicos e projeções visuais em festivais experimentais europeus. Entre os lançamentos recentes estão “Aural Manifestations” e “Alucinações Sônicas”, distribuídos em selos da América e da Europa.

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