Isa Roddy acusa Dogma de continuar explorando suas gravações mesmo após sua saída em 2022, sem qualquer remuneração ou contrato que reconheça sua participação.
Em nota publicada no Instagram na quinta-feira, 27 de novembro, a vocalista lembrou que foi a primeira voz do projeto e ajudou a moldar a identidade da personagem Lilith I. Segundo Roddy, durante dois anos e meio ela criou linhas vocais, ideias estéticas e arcou com custos próprios, mas jamais recebeu retorno financeiro.
Quando decidiu deixar o grupo, a única documentação oferecida foi um acordo de músico de apoio restrito a shows que nunca ocorreram com ela. Mesmo assim, trechos de sua voz seguem presentes em materiais lançados e apresentações ao vivo, incluindo faixas como “Father I Have Sinned”, “My First Peak” e “The Dark Messiah”. A cantora afirma ter gravado um EP completo que continua disponível on-line sem autorização.
Roddy também relata que clipes com sua performance original foram publicados com outro vocal por cima. Ao público que reconhece as passagens, reforça: “Essas vozes são minhas e parte da minha identidade”. Hoje morando na Alemanha, ela diz ter buscado orientação jurídica para proteger seu trabalho e anuncia que está focada em um novo projeto solo.
A gestão da Dogma não respondeu às alegações. O caso soma-se a queixas recentes de outros ex-integrantes, que acusam a administração de contratos abusivos, falta de vistos e manipulação.



