Jay Jay French diz que indústria fonográfica é criminosa — o guitarrista e empresário do Twisted Sister afirmou ao podcast Pod Scum (via Blabbermouth) que gravadoras e radiodifusoras historicamente “screwam artistas de todos os lados”.
French iniciou a crítica lembrando que o pagamento médio do Spotify oscila entre US$ 0,003 e US$ 0,005 por execução. Apesar do valor reduzido, ele nota que, ao menos, o streaming registra cada audição, algo impossível na era dos discos pirateados. “Hoje todo mundo paga por um serviço; antes, perdíamos fortunas com bootlegs”, disse.
Para o músico, o problema vem de longe. Ele citou o clássico “Respect”, de Aretha Franklin, tocado sete milhões de vezes no rádio norte-americano sem gerar um centavo para a cantora. Segundo French, sociedades de gestão coletiva e o Congresso dos EUA chegaram a um acordo há sete décadas isentando as emissoras de remunerar intérpretes, sob o argumento de “promoção gratuita”.
O mesmo acontece em estádios: quando “We’re Not Gonna Take It” toca durante um jogo, apenas editores e editoras recebem. “O artista fica com zero”, reclamou. Serviços digitais como o SoundExchange passaram a registrar essas execuções online, mas ainda pagam valores considerados baixos.
French, que gerencia o catálogo do Twisted Sister, concluiu que a única forma de compensar a perda nas vendas de discos tem sido elevar o preço dos ingressos. “Antigamente ganhávamos com álbuns e perdíamos na estrada; agora é o oposto”, resumiu.



