Klaus Voormann revelou que, em 1961, se colocou à disposição para assumir o baixo dos Beatles depois da saída de Stuart Sutcliffe durante a temporada da banda em Hamburgo.
Amigo próximo do quarteto desde os primeiros shows na Alemanha, o músico alemão contou ao jornal The Sunday Telegraph (via Far Out) que sugeriu a troca numa conversa informal, feita, segundo ele, “sentados sobre um monte de madeira e ligeiramente altos”. Voormann lembrou que considerava o grupo “ótimo” e queria participar daquela formação ainda desconhecida fora dos clubes locais.
A proposta, porém, foi prontamente descartada por John Lennon, que informou: “Paul já comprou um baixo”. O instrumento citado era o Höfner 500/1, peça que se tornaria inseparável de McCartney e que só foi reencontrada pelo ex-Beatle após mais de meio século, história contada no documentário “McCartney: The Hunt for the Lost Bass”.
Questionado sobre como avaliava a hipótese de ter integrado o conjunto, Voormann disse nunca ter perdido tempo com essa ideia: “É difícil imaginar. Um quinto membro poderia ter mudado muita coisa”. Mesmo assim, ele afirmava, desde os velhos tempos de Hamburgo, que a banda “iria longe”.
Voormann permaneceu ligado aos Beatles ao longo dos anos 1960. Morou no apartamento londrino do grupo, criou a arte da capa de “Revolver” – trabalho que lhe rendeu um Grammy em 1967 – e tocou com a Plastic Ono Band. Rumores dos anos 1970 apontaram para uma possível reunião de Lennon, Harrison e Starr com o baixista alemão, mas o projeto nunca saiu do papel.



