Kneecap nega antissemitismo e condena discriminação

Luis Fernando Brod
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Luis Fernando Brod
Publicitário, redator e pesquisador musical com foco em classic rock, hard rock e bastidores da indústria fonográfica. Especialista com mais de 5 anos em resgatar a...
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Kneecap voltou a rejeitar qualquer ligação ao antissemitismo e reforçou a oposição do grupo a toda forma de discriminação, dias após a Justiça britânica manter a absolvição do rapper Mo Chara.

O Tribunal Superior de Londres derrubou em setembro a acusação de terrorismo contra Chara, apontado por erguer uma bandeira do Hezbollah e gritar “Up Hamas, up Hezbollah” num show na capital britânica em 2024. Em 11 de março, dois juízes confirmaram a decisão e rejeitaram o recurso da promotoria, encerrando o processo por falhas técnicas na origem da denúncia.

Em entrevista à revista The Big Issue (via NME), o integrante explicou que, no palco, atua sob forte adrenalina: “É impossível estar plenamente consciente o tempo todo”, disse. Ele reiterou que desconhecia a bandeira e criticou quem, segundo ele, usa o termo antissemitismo para silenciar vozes críticas ao governo de Israel. “Isso dilui o significado real do termo. Não somos antissemitas”, afirmou.

O parceiro Móglaí Bap acrescentou que, vindos da Irlanda do Norte, eles compreendem as consequências de conflitos religiosos e querem distância desse tipo de violência.

A polêmica motivou declarações do primeiro-ministro Keir Starmer, que classificou a postura da banda como “intolerável”. O trio reagiu nas redes, chamando o premiê de “homem que não conseguiu nos cancelar”.

Kneecap prepara o álbum “FENIAN”, previsto para 24 de abril pelo selo Heavenly Recordings, e segue defendendo liberdade de expressão sem espaço para preconceito.

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