Melissa Etheridge, indicada para a turma de 2026 do Rock & Roll Hall of Fame, contestou a visão de Gene Simmons sobre a inclusão do hip-hop na instituição. Em entrevista à Rolling Stone, a cantora afirmou que o Hall da Fama deve reconhecer gêneros que compartilham o “espírito” do rock, como o rap.
A polêmica também foi citada por Chuck D após as falas de Gene Simmons sobre.
A posição de Simmons, baixista do Kiss, foi expressa em um podcast de fevereiro, onde ele argumentou que hip-hop, ópera ou música sinfônica não pertencem ao Hall. Etheridge discordou, declarando: “Rock and roll é um sentimento. Você não pode engarrafar e dizer: ‘Isto é meu, não seu'”.
Caso seja confirmada na eleição de outono, Etheridge se juntará a Simmons, que foi incluído em 2014. A lista de indicados para 2026 também inclui o Wu-Tang Clan, que pode ser o próximo grupo de rap a integrar o Hall, que já conta com nomes como Eminem, Tupac Shakur e Missy Elliott.
Melissa Etheridge aproveitou para comentar seu próximo álbum, Rise, previsto para este ano. O trabalho terá a faixa Other Side of Blue, uma colaboração com o cantor country Chris Stapleton. Ela explicou ter procurado Stapleton pessoalmente, pois vê na sonoridade dele uma conexão com o rock dos anos 1990, período em que lançou sucessos como I’m the Only One.
Até o momento foram divulgadas duas faixas: Matches e Bein’ Alive.
Sobre as declarações de Simmons, Melissa Etheridge resumiu que “isso diz mais sobre ele do que sobre qualquer outra coisa”. Para a cantora, estilos como R&B, rap e country continuam a nutrir a essência rebelde que deu origem ao rock.



