Mikael Åkerfeldt surpreendeu ao contar que fundou a gravadora Moderbolaget apenas para afastar o logotipo da Nuclear Blast dos lançamentos do Opeth. Em entrevista ao canal Prog Project, o músico disse que o nome “Nuclear Blast” e seu símbolo de biohazard pareciam “bobo” na arte detalhista dos álbuns.
Com o contrato já assinado, a solução foi criar um selo próprio — Moderbolaget, termo sueco que significa “empresa-mãe”. “Achei que bastaria para não aparecer ‘Nuclear Blast’ no disco”, relatou. A estratégia, porém, falhou: o emblema da gravadora original continuou impresso nas capas.
Åkerfeldt explicou que tomou como referência grupos que assumiram o controle de suas obras, como os Beatles com a Apple Records e o Led Zeppelin com a Swan Song. Tecnicamente, o selo pode abrigar outros artistas, mas essa possibilidade ainda é distante. “Talvez seja meu plano de aposentadoria: virar chefe de gravadora, comprar um terno e fumar charutos”, brincou.
Enquanto isso, o Opeth se prepara para uma turnê norte-americana ao lado do Katatonia. O giro começa em 5 de fevereiro no The Wellmont Theater, em Montclair (Nova Jersey), e termina em 25 de fevereiro no Doug Mitchell Thunderbird Sports Centre, em Vancouver. As datas fazem parte da divulgação do álbum mais recente do grupo, “The Last Will and Testament”.



