Em uma recente entrevista à Metal Hammer, Mikael Åkerfeldt, guitarrista e vocalista do Opeth, compartilhou suas impressões sobre discos que foram importantes em sua carreira musical. O músico sueco abordou trabalhos do Judas Priest, apontando um como definidor do heavy metal e outro como subestimado.
Ao ser questionado sobre o álbum que, em sua perspectiva, representa o heavy metal, Åkerfeldt mencionou “Defenders of the Faith” (1984), do Judas Priest. Ele destacou a faixa de abertura do disco. “Lembro-me de ter visto o vídeo de ‘Freewheel Burning’ na TV quando era criança – foi a coisa mais rápida e pesada que eu já tinha ouvido”, relatou.
Em outro momento da conversa, Åkerfeldt foi convidado a citar o disco que considera mais subestimado. Novamente, a escolha recaiu sobre o Judas Priest, desta vez com o álbum “Turbo” (1986), um trabalho que ainda gera discussões entre os fãs.
“Lembro-me de ter conseguido esse disco e ouvido os sintetizadores, que eram proibidos no heavy metal. Adoro até as músicas mais bregas, como ‘Parental Guidance’, que os metaleiros criticam, mas eu sempre gostei. Todo mundo estava tentando lançar discos legais nos anos 80”, afirmou o músico.
Lançado em abril de 1986, “Turbo” sucedeu “Defenders of the Faith” e ficou conhecido pelo uso de guitarras sintetizadas. Esse recurso também foi adotado pelo Iron Maiden em seu álbum “Somewhere in Time”, lançado no mesmo ano.



