Mikael Åkerfeldt: Opeth é, sim, uma banda progressiva

Luis Fernando Brod
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Mikael Åkerfeldt. Crédito: Reprodução.

Mikael Åkerfeldt afirmou em entrevista à American Musical Supply que o Opeth pertence ao rock progressivo, mas distingue o rótulo de uma real atitude progressiva.

O guitarrista e vocalista explicou que, para ele, ser progressivo não se resume a solos velozes ou métricas complexas. “Hoje o estilo ficou muito técnico. No início significava mesclar gêneros”, disse, lembrando que o “White Album”, dos Beatles, reúne blues, folk e quase hard rock.

Questionado sobre a pressão para manter a evolução musical, Åkerfeldt comentou que não se preocupa com o termo progressivo, pois acredita que o conceito perdeu clareza. “Muitos fãs querem que repitamos o som dos anos 2000, mas prefiro avançar, não me repetir”, declarou ao canal japonês Prog Project.

O sueco reconheceu que suas audições são majoritariamente de discos antigos, de death metal clássico ao prog dos anos 1970. Segundo ele, a cena atual lhe parece “polida demais” e pouco instigante, o que reforça sua busca por composições emotivas, livres de limitações estilísticas.

Åkerfeldt também comentou “The Last Will And Testament”, 14º álbum do Opeth, lançado em novembro de 2024. O trabalho foi escrito por ele, coproduzido com Stefan Boman e traz participações de Ian Anderson, Joey Tempest e da filha Mirjam Åkerfeldt, além da estreia em estúdio do baterista Waltteri Väyrynen.

Para o músico, a mistura de elementos segue norteando o som do grupo. “Gostamos de pensar que não há nada ‘longe demais’ na hora de compor”, concluiu.

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