Mikael Åkerfeldt questiona o significado de ‘progressivo’ ao afirmar, em entrevista ao canal Prog Project, que o termo já não descreve a ousadia musical que marcou o movimento nos anos 1970 e início dos 2000.
O líder do Opeth declarou que a classificação perdeu precisão. Para ele, bandas antes reconhecidas pela mistura de estilos agora são rotuladas apenas por exibirem “solos de guitarra rápidos”. “Não sei se ainda é importante ser chamado de progressivo, porque já não sei o que essa palavra quer dizer”, disse.
Åkerfeldt recordou que, antigamente, grupos progressivos eram facilmente identificados pela disposição em arriscar. Hoje, na visão do músico, parte da cena se tornou “um pouco regressiva”. Por isso, não se preocupa mais em encaixar o Opeth nesse rótulo: “Cabe ao público decidir se somos progressivos. Para mim, isso deixou de importar”.
Questionado se tenta soar progressivo durante a composição, o sueco foi direto: “Não quero me repetir”. Ele reconhece que alguns fãs gostariam de um retorno ao som do início dos anos 2000, mas prefere avançar sem restrições de gênero. “Gosto de progredir, mas não apenas para caber no progressivo rock/metal”, completou.
Com influências variadas, Åkerfeldt afirma que o objetivo principal continua sendo criar música emocional. “Tenho muitas referências e sou apaixonado pelo que faço. No fim do dia, só quero escrever algo que me toque”, concluiu.



