Mike Muir critica IA na música e defende processo criativo

Luis Fernando Brod
2 minutos de leitura
Mike Muir. Crédito: Steve Jennings

Mike Muir critica IA na música ao afirmar que “o caminho é mais importante que o resultado”. O vocalista do Suicidal Tendencies falou ao site El Cuartel Del Metal durante entrevista publicada em 3 de março de 2026.

Questionado sobre geradores que criam melodias, harmonias e letras por meio de algoritmos, Muir disse que, diante da opção entre enfrentar desafios ou “apertar um botão para obter tudo pronto”, a maioria escolheria o atalho. Para ele, a experiência de aprender, errar e se superar impulsiona a verdadeira criatividade humana: “Quando se entrega todo o poder à máquina, elimina-se muito do que o ser humano já produziu de melhor”.

O cantor demonstrou receio de que a facilidade tecnológica transforme artistas em meros “adoradores de ídolos” e defendeu que obstáculos moldam obras relevantes. Ele lembrou ainda que debates sobre tecnologia e arte não são novos, mas reforçou: “Espero que as pessoas não se percam antes de se encontrarem”.

Muir aproveitou para comparar a discografia do Suicidal Tendencies a “capítulos de um livro”, cada um diferente do anterior. “Não somos a banda do açúcar; gostamos de especiarias e desafios”, declarou, citando fãs que demoraram anos para apreciar álbuns mais ousados.

Em abril passado, o grupo lançou “Adrenaline Addict”, primeiro single em sete anos, com participações de Ben Weinman, Tye Trujillo e Jay Weinberg. A faixa antecedeu a turnê de apoio ao Metallica em 2025 e marcou mais um capítulo da busca de Muir por inovação sem atalhos tecnológicos.

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