O ex-vocalista do REO Speedwagon, Kevin Cronin, revelou que o avião particular usado pela banda nas turnês dos anos 70 servia como fachada para uma operação de contrabando de armas. A confissão ocorreu durante uma conversa recente no podcast “The Magnificent Others”, apresentado por Billy Corgan (via Ultimate Classic Rock).
Cronin contou que o empresário Irving Azoff providenciou um Lockheed Lodestar da Segunda Guerra Mundial para facilitar o deslocamento do grupo pelo país. O nome da banda foi pintado no nariz da aeronave, um detalhe que seduziu os músicos, apesar do custo parecer fora da realidade. “Não queríamos fazer perguntas”, admitiu Cronin.
A situação se tornou estranha quando o piloto comunicou que precisariam conhecer o proprietário do avião. Partindo de Fort Smith, Arkansas, a aeronave pousou em uma pista isolada no deserto. Um homem, descrito por Cronin como tendo “cara de vilão de faroeste”, embarcou, ignorou os passageiros e, já em voo baixo, abriu a porta traseira para atirar em gado com uma arma de fogo. Ninguém trocou palavra com ele até o pouso.
Dias depois, em um hotel de Washington, D.C., agentes federais bateram à porta da banda com um álbum repleto de fotos da aeronave marcada com o logo do grupo. Cronin soube então que, nos dias de folga do REO Speedwagon, o avião voava sem assentos, carregado de munição, maconha e rifles, cruzando a fronteira mexicana. “Éramos a fachada perfeita”, reconheceu.
O episódio não resultou em acusações para os músicos, mas destacou que, no rock dos anos 70, nem sempre os luxos vinham sem riscos.



