Operation: Mindcrime III será lançado em maio, anunciou Geoff Tate em entrevista ao programa canadense The Metal Voice (via Blabbermouth), e o ex-vocalista do Queensrÿche garante que a produção supera de longe a do disco original de 1988.
Terceiro e último capítulo da série conceitual, o álbum mostrará a história pelo olhar de Dr. X, o manipulador que transformou Nikki em assassino político. Segundo Tate, a narrativa ocorre paralelamente aos eventos do primeiro “Mindcrime”, oferecendo “uma perspectiva completamente diferente”.
Gravado com produção de John Moyer (baixista do Disturbed), o trabalho traz arranjos complexos e peso superior ao material inicial. O cantor destaca o resultado nos fones de ouvido: “A seção rítmica ficou enorme, moderna e com graves que o ‘Mindcrime I’ nunca teve”. Ele lembra que o LP original foi um dos primeiros registros digitais e apresenta hoje certa aspereza que a tecnologia atual corrige.
O primeiro single, “Power”, chega na próxima semana. Para Tate, a faixa reflete o caráter agressivo do álbum, cuja mistura de técnica e melodias remete à fase clássica do Queensrÿche. Ele espera que o público “dê uma chance, especialmente com headphones”, para perceber as camadas de produção.
Lançado em 1988, “Operation: Mindcrime” vendeu mais de 500 mil cópias nos Estados Unidos e é considerado um dos grandes álbuns conceituais do metal. A continuação veio em 2006. Agora, quase quatro décadas depois, Geoff Tate encerra a trama de Nikki, Sister Mary e Dr. X com uma sonoridade que, segundo ele, “é quilômetros acima” do ponto de partida.



