Patti Smith explora memórias em “Pão dos Anjos”, sua nova obra

Luis Fernando Brod
2 minutos de leitura
Patti Smith. Crédito: Reprodução.

Patti Smith, às vésperas de completar oitenta anos, apresenta “Pão dos Anjos”, descrita como sua obra mais pessoal. O livro sucede os bem recebidos “Só Garotos” e “Linha M”, e convida o leitor a uma jornada pelas lembranças da artista.

A narrativa começa na infância de Smith, no pós-guerra americano. Ela detalha o período em que viveu com a família na Filadélfia, em quartos de pensão e conjuntos habitacionais. O livro apresenta seus pais, um operário e uma garçonete, e seus irmãos Toddy, Linda e Kimberly. A autora também compartilha suas primeiras leituras, como Lewis Carroll e J. M. Barrie, além de revistas Vogue encontradas no lixo, e aborda sua saúde frágil.

A história segue para Nova York, onde, no que é chamado de “verão do amor”, Smith conhece Robert Mapplethorpe. Juntos, eles exploram o Chelsea Hotel e mergulham nos anos 1970, no movimento punk e nas noites do CBGB. A artista também relata sua passagem por Detroit durante uma turnê, onde foi apresentada a Fred “Sonic” Smith, com quem se casaria e construiria uma vida.

Na adolescência, a obra destaca o surgimento de sua voz artística. Influências como Rimbaud, Bob Dylan e os beats são mencionadas como guias criativos. É nesse período que a jovem poeta começa a combinar palavras e melodias, dando origem a canções que se tornariam essenciais em sua carreira, como as presentes em “Horses”.

“Pão dos Anjos” é uma celebração da arte como força transformadora, mostrando como o cotidiano pode se converter em beleza e a dor em esperança, em um misto de luto e gratidão.

Compartilhar esse artigo
Nenhum comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *