Peter Criss, ex-baterista do Kiss, descreveu a mistura de orgulho e tristeza que sentiu ao receber a medalha do Kennedy Center Honors na Casa Branca, em 6 de dezembro, e revelou o pesar de nunca ter feito um álbum de estúdio completo com o guitarrista Ace Frehley, falecido há menos de dois meses.
Em entrevista ao podcast Rock City, Criss relembrou o momento em que ele, Gene Simmons e Paul Stanley entraram no Salão Oval para receber o reconhecimento das mãos do então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “Parecia um sonho”, disse. “Um garoto do Brooklyn, que cresceu em quatro cômodos com sete pessoas, parado ali.”
A ausência de Frehley foi o ponto mais doloroso da solenidade. Segundo Criss, a cena mais marcante ocorreu quando Trump abandonou a mesa, abraçou Jeanette, viúva do guitarrista, que estava em uma cadeira de rodas, e condecorou a filha Monique. “Isso me fez chorar. Sinto muita falta dele”, relatou.
Criss lamentou ainda não ter concretizado o antigo plano de gravar um disco com Frehley. “Era um sonho meu”, afirmou. Ele destacou que o parceiro lançou cerca de dez álbuns solo — mais do que qualquer outro integrante do Kiss — e trabalhava em um novo projeto aos 74 anos, além de planejar outra turnê, quando sofreu o acidente fatal.
“Nunca haverá outro Ace”, concluiu o baterista.



