O ex-baterista do Kiss, Peter Criss, revelou que o entusiasmo de John 5 foi o impulso definitivo para concluir o disco em que trabalhava havia uma década.
Peter Criss contou à revista Rock Candy (via Ultimate Classic Rock) que retomou o projeto após mostrar as gravações inacabadas ao guitarrista do Mötley Crüe durante uma visita a Los Angeles. Dentro da caminhonete de John 5, ambos ouviram as faixas e o músico declarou: “Isso pode virar um grande álbum de rock. Quero tocar em qualquer faixa que você escolher”.
Convencido, Criss reuniu outras opiniões e recebeu o mesmo apoio. Ele então revisou letras, rearranjou músicas e regravou todos os vocais, trabalhando até 20 horas por dia com o incentivo da esposa, Gigi. O resultado é o disco “Peter Criss”, lançado em dezembro, com 11 músicas. John 5 participa de “Justice”, “Cheaper to Keep Her” e “Rubberneckin”, enquanto o baixista Billy Sheehan e o tecladista Paul Shaffer tocam em todo o repertório.
Aos 80 anos, o baterista afirmou ter se sentido “como um garoto em loja de doces” durante as sessões e disse que sua voz “nunca esteve melhor”. Ele ainda relatou ter acompanhado o ex-companheiro de banda Ace Frehley em seus últimos momentos no hospital, em 16 de outubro do ano passado, descrevendo a despedida como “muito difícil” mas importante para ambos.
Apesar dos reconhecimentos que o Kiss acumulou, Criss ressaltou que realizou seu maior sonho em 1977, quando finalmente tocou no Madison Square Garden diante dos pais: “Se a carreira tivesse parado ali, já estaria satisfeito”.



