Nadya Tolokonnikova do Pussy Riot entra na lista de procurados após a Investigative Committee da Rússia apresentar nova acusação contra a artista.
O órgão incluiu a cofundadora do Pussy Riot na lista federal de procurados, alegando descumprimento da Lei de Agentes Estrangeiros. Segundo o Código Penal russo, a violação do Artigo 330.1, Parte 2, pode resultar em até dois anos de prisão por deixar de registrar-se ou rotular corretamente publicações nas redes.
Tolokonnikova já carregava o rótulo de “agente estrangeira” desde 2021 e, em 2024, recebeu duas condenações administrativas pelo mesmo motivo. As autoridades afirmam que ela difundiu conteúdos em um aplicativo de mensagens sem a identificação exigida.
A pressão sobre o coletivo voltou a crescer depois de um protesto em 27 de março, em Nova York, diante do escritório da empresa de tecnologia Ubiquiti. A ação denunciou o suposto uso de equipamentos da companhia por militares russos na guerra contra a Ucrânia.
Em dezembro, o Ministério da Justiça declarou o grupo feminista uma organização extremista e proibiu suas atividades no país. Na ocasião, Tolokonnikova disse ao Billboard que continua “mais livre” do que seus acusadores, mesmo vivendo no exílio.
Agora, a musicista concentra esforços na participação russa na Bienal de Veneza. Em carta aberta, ela alertou que aceitar a representação oficial pode transformar a dissidência em mero gesto performático. Um representante do coletivo garantiu que a nova medida não impedirá seus protestos durante o evento italiano.



