Pussy Riot protesta contra Ubiquiti diante da sede da companhia em Manhattan e acusa a fabricante norte-americana de roteadores Wi-Fi de sustentar comunicações das forças russas na linha de frente.
Na sexta-feira, 27 de março, Nadya Tolokonnikova publicou no X capturas de grupos militares russos no Telegram que exibem soldados com pontes Wi-Fi da Ubiquiti, tutoriais de instalação e pedidos de doações para expandir a rede. Segundo a fundadora do coletivo, a dependência do equipamento após o corte parcial do Starlink em fevereiro “assistiu em milhares de casos documentados de crimes de guerra”.
Tolokonnikova exige que a Ubiquiti cumpra as sanções dos Estados Unidos, reconheça o uso bélico de seus produtos e coopere com Kiev para impedir novas remessas. A empresa afirmou em investigação do Hunterbrook não ter visibilidade sobre sua cadeia de distribuição, argumento rejeitado pelo grupo.
Horas após o ato, a Square, parceira comercial da Ubiquiti, desativou a conta que o Pussy Riot utiliza para vender camisetas em shows. “Perseguem feministas russas no exílio, mas não criminosos de guerra”, escreveu a artista.
O protesto ocorre enquanto cinco integrantes do coletivo cumprem sentenças in absentia na Rússia por performances anti-guerra. Desde “A Punk Prayer”, em 2012, o Pussy Riot mantém ações públicas contra o Kremlin, passando pelos Jogos de Sochi, final da Copa de 2018 e manifestações nos EUA.
Perguntada no X sobre novos passos, Tolokonnikova disse que continuará pressionando fornecedores de tecnologia que, consciente ou não, abasteçam o aparato militar russo.
Pussy Riot occupies headquarters of American tech company Ubiquiti which powers Russian war crimes
— 𝖕𝖚𝖘𝖘𝖞 𝖗𝖎𝖔𝖙💦 (@pussyrrriot) March 27, 2026
Since the disabling of Starlink, Russian soldiers been panicking: “All we’ve got left now are radios, cables and pigeons.” But Ubiquiti’s hardware has emerged as the favorite… pic.twitter.com/AbJPSip1Og



