Reunião do Hole voltou a ser discutida após Melissa Auf der Maur dizer à NME que o retorno da banda dependerá de uma “química” impossível de organizar previamente.
A baixista, que entrou no grupo em 1994 após a morte de Kristen Pfaff e gravou o álbum “Celebrity Skin” (1998), comparou a dinâmica com Courtney Love a um relacionamento amoroso: “Não dá para forçar, organizar nem planejar essas coisas”.
Auf der Maur revelou, contudo, que a conjuntura política dos Estados Unidos a fez reconsiderar a negativa que mantinha há anos. “O mundo precisa desse tipo de poder, rebelião e inteligência”, afirmou, elogiando a ex-colega: “Courtney é uma das pessoas mais bem-lidas e inteligentes que já conheci”.
O Hole está em hiato desde 2002, com breve retorno entre 2009 e 2012 em formação diferente. Em março, Courtney Love alimentou rumores ao postar um vídeo no qual Auf der Maur exibe um anel enquanto “Malibu” toca ao fundo. Na legenda, a vocalista perguntou: “Contamos às crianças sobre a turnê?”. A baixista respondeu: “Começa com amor eterno”. Posteriormente, Love esclareceu que não se trata de uma reunião completa, mas de apresentações com músicas novas em parceria com Auf der Maur.
As duas voltaram ao estúdio em 2024 e, no mesmo ano, participaram do cover de “Song To The Siren” de 070 Shake. Em 2018, dividiram o palco em Hudson, Nova York, tocando “Doll Parts”, “Miss World” e “Softer Softest”.
No mês passado, Auf der Maur lançou a autobiografia “Even The Good Girls Will Cry”, descrita como meio diário de viagem, meio “scrapbook” psicodélico, com fotos raras de sua trajetória.



