Ross “The Boss” Friedman morre aos 72 anos, encerrando a trajetória de um dos fundadores do The Dictators e primeiro guitarrista do Manowar.
A informação foi divulgada em nota oficial do Metal Hall Of Fame nesta sexta-feira (28). Segundo a entidade, Friedman vinha recebendo cuidados após o diagnóstico de esclerose lateral amiotrófica (ALS), doença que motivou uma campanha de arrecadação de fundos no início do mês.
Descrito pelo Hall Of Fame como “força pioneira” tanto no punk quanto no heavy metal, o músico nova-iorquino surgiu em 1973 ao montar o The Dictators, grupo considerado precursor do punk nos Estados Unidos. Após três discos, mudou-se para a Europa e uniu-se à banda francesa Shakin Street, substituindo o guitarrista Armik Tigrane.
Em 1981, já de volta aos EUA, Friedman se juntou ao baixista Joey DeMaio, ao vocalista Eric Adams e ao baterista Donnie Hamzik para formar o Manowar, conhecido pelos figurinos de pele e contratos assinados com sangue. Com o quarteto, registrou cinco álbuns, entre eles “Battle Hymns”, “Into Glory Ride” e “Hail To England”. Em 1988, foi convidado a deixar o grupo.
Nas décadas seguintes, participou de projetos como Manitoba’s Wild Kingdom, The Hellacopters, The Nomads, Brain Surgeons e Burning Star. Retornou ao The Dictators em duas ocasiões; a última rendeu o sexto álbum da banda, lançado em 2024.
O Metal Hall Of Fame ressaltou que Friedman continuará como “embaixador global” da instituição, destacando sua técnica e postura intransigente no palco. Amigos, colegas e fãs utilizaram as redes sociais para agradecer pela contribuição do guitarrista e lembrar que sua obra permanece disponível para novas gerações.



