Ross Wild, ex-Spandau Ballet, é condenado por estupro após o júri do Wood Green Crown Court, em Londres, declará-lo culpado de estupro em 2015 e de tentativa de estupro e agressão sexual em 2019.
Ross Davidson, nome de batismo do cantor, respondeu pelos crimes cometidos contra duas mulheres que conheceu no aplicativo Tinder. Ele alegou consensualidade, mas os jurados deliberaram por mais de 11 horas antes de chegar ao veredicto unânime.
O promotor Richard Hearnden descreveu o músico como “um símbolo sexual” que, segundo ele, recorriu à violência quando não obteve o que “acreditava merecer”. A primeira vítima relatou ter sido atacada enquanto dormia no apartamento do artista, em março de 2015. Já a segunda, em dezembro de 2019, afirmou ter acordado em um quarto na Tailândia com Davidson tentando violentá-la; dias antes, ele havia filmado a mulher sem consentimento, ato pelo qual se declarou culpado de voyeurismo.
Em depoimento, o ex-vocalista disse ser “sex-positive” e defensor do diálogo aberto sobre preferências sexuais, argumento rejeitado pela acusação. Hearnden ressaltou que o fato de Davidson ser “atraente e carismático” não o exime de responsabilidade criminal.
Davidson integrou o Spandau Ballet brevemente em 2018, após a saída de Tony Hadley. A audiência para definição da pena está marcada para 4 de fevereiro. Ele permanece em liberdade condicional até a data.
Serviços de apoio a vítimas de violência sexual estão disponíveis no site da Rape Crisis, no Reino Unido, e da RAINN, nos Estados Unidos.



