Sebastian Bach critica IA e repudia faixas pré-gravadas em entrevista ao canal The Charismatic Voice (via Blabbermouth), conduzida por Elizabeth Zharoff, reforçando que só quer entregar performances humanas aos fãs.
O ex-vocalista do Skid Row reagiu duramente ao uso de vocais e instrumentos em playback em grandes shows. Segundo ele, basta o refrão começar para o público perceber que ninguém está realmente cantando. “Não consigo imaginar ficar preso a um clique e repetir tudo igual todas as noites”, afirmou, dizendo sentir-se um “dinossauro” por ainda aquecer a voz por mais de uma hora antes de subir ao palco.
Sobre inteligência artificial, Bach foi ainda mais enfático: “Eu odeio IA. Se alguém posta algo gerado por IA, deixo de seguir na hora”. Ele garantiu que nunca usará algoritmos para compor, gravar ou divulgar material: “Prefiro errar de verdade a soar perfeito de forma artificial”. O cantor disse não saber operar a tecnologia e não ter interesse em aprender, prometendo “estupidez real em vez de inteligência artificial”.
Bach já havia abordado o tema no podcast “Surviving Rocklahoma”, em setembro passado, quando descartou trabalhar com produtores que recorrem a máquinas. Em meio à discussão sobre a facilidade que a tecnologia oferece aos músicos mais jovens, ressaltou que realizou 91 apresentações no último ano e já tem datas agendadas até 2026, prova de que a energia ao vivo ainda encontra espaço sem recursos artificiais.
A atual banda de turnê do vocalista conta com Paris Bach na bateria, “Bruiser” Brody DeRozie na guitarra e Fede Delfino no baixo, seguindo a mesma filosofia: nada de pistas pré-gravadas ou inteligência artificial nos palcos.



