Tucker Zimmerman, cantor e compositor norte-americano radicado na Europa, morreu aos 84 anos em um incêndio na própria casa, na cidade belga de Saint-Georges-sur-Meuse. A esposa, Marie-Claire Lambert, com quem era casado há mais de meio século, também não resistiu.
O fogo começou na madrugada de 17 de janeiro, segundo a imprensa local. Inicialmente, autoridades noticiaram apenas o falecimento de um casal idoso; a identidade do músico foi confirmada dois dias depois por sua equipe, via Instagram.
Nascido em San Francisco em 1939, Zimmerman mudou-se para Londres no fim dos anos 1960. Lá conheceu o produtor Tony Visconti, responsável por seu álbum de estreia, “Ten Songs”, de 1968. Pelas redes sociais, Visconti disse estar “atônito” com a perda do amigo e recordou a admiração de David Bowie pela obra do cantor.
Durante uma apresentação no Arts Lab, em Beckenham, Bowie chegou a cuidar da iluminação psicodélica do show de Zimmerman, comparado na época a um Bob Dylan de tom mais sombrio. Em entrevista antiga à revista Vanity Fair, o astro britânico descreveu “Ten Songs” como um disco “qualificado demais para o folk”.
Ao longo de seis décadas de carreira, Zimmerman lançou 16 discos. O último, “Dance of Love”, saiu pela 4AD em novembro de 2024. A gravação contou com o grupo norte-americano Big Thief como banda de apoio e coprodutor. Na ocasião, a vocalista Adrianne Lenker afirmou que trabalhar com o veterano foi “uma honra extrema”.
As causas exatas do incêndio seguem sob investigação das autoridades belgas.




