Zakk Wylde avalia uso de inteligência artificial na música

Marcelo Scherer
2 minutos de leitura
Zakk Wylde. Crédito: Reprodução.

O guitarrista Zakk Wylde, conhecido por seu trabalho com Ozzy Osbourne e como líder do Black Label Society, compartilhou sua perspectiva sobre a inteligência artificial (IA) na música. Durante uma sessão de perguntas e respostas na loja HMV, em Oxford Street, Londres, Wylde afirmou que a IA é “aceitável”, mas ressaltou que ela não substitui a criatividade humana.

Wylde comparou o uso da IA a pedir que alguém compusesse uma faixa no estilo do Black Sabbath. Ele argumentou que, embora a tecnologia possa replicar padrões, nenhum algoritmo consegue reproduzir a originalidade de artistas como Ozzy Osbourne, Tony Iommi, Geezer Butler ou Bill Ward. O músico enfatizou que, ao ouvir um disco de um artista favorito, o ouvinte recebe “um pedaço dele”, destacando o elemento humano como insubstituível.

Ele estendeu seu raciocínio, mencionando a possibilidade de gerar “músicas do Pantera feitas por IA” ou criar faixas “à maneira de Elton John e Bernie Taupin”. Mesmo nesses cenários, Wylde defendeu que a autenticidade de cada compositor não seria alcançada.

Para o guitarrista, a tecnologia pode funcionar como uma ferramenta de experimentação, mas “jamais substituirá a coisa real”. Ele concluiu a discussão com uma brincadeira, dizendo que sua esposa não teria problemas em trocá-lo, desde que ela estivesse feliz.

Na mesma ocasião, Wylde confirmou o repertório de “Engines of Demolition”, o próximo álbum do Black Label Society. O disco incluirá a faixa “Ozzy’s Song”, uma homenagem ao vocalista que faleceu em julho do ano anterior. Wylde havia se apresentado com Osbourne três semanas antes, no concerto “Back to the Beginning”.

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