Jimmy Iovine, cofundador da Beats, acredita que os serviços de streaming musical estão próximos de se tornarem obsoletos. Em uma entrevista ao podcast Founders (via Exame), Iovine afirmou que essa situação se deve principalmente à falta de alinhamento entre os desejos dos artistas e as necessidades das plataformas.
Joel Gouveia, supervisor musical, empresário artístico e agente de reservas, compartilha dessa preocupação. Ele acrescenta que o modelo de negócios atual dos streamings musicais não é sustentável a longo prazo. Gouveia detalhou sua análise em uma publicação em seu perfil no Substack.
Segundo Gouveia, plataformas como o Spotify consolidaram o acesso à música, mas também criaram distorções na dinâmica econômica da indústria. Ele argumenta que o sistema atual transformou a música em um produto comum, com serviços que oferecem pouca diferenciação relevante.
“Veja a guerra dos serviços de streaming de vídeo. Netflix, HBO Max e Disney+ estão em uma disputa acirrada. Mas eles têm uma arma distinta: a diferenciação. Se você quer assistir Stranger Things, precisa da Netflix. Se você quer assistir The Last of Us, precisa da HBO. Por outro lado, se olharmos para a música, Spotify, Apple Music, Amazon Music e Tidal oferecem exatamente o mesmo produto: um catálogo com 100 milhões de músicas”, disse Gouveia.
O empresário também destaca que o modelo financeiro do setor impõe limitações estruturais. Os custos das plataformas crescem na mesma proporção que suas receitas, o que, para ele, compromete a sustentabilidade a longo prazo.



