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The Lumineers: Automatic – Análise

Julio Mauro
Julio Mauro
14 de fevereiro de 2025 5 min de leitura
Capa do álbum "Automatic" da banda The Lumineers
Foto: Capa do álbum “Automatic” da banda The Lumineers

The Lumineers apresentam “Automatic“, seu quinto álbum de estúdio, trazendo uma abordagem mais espontânea e direta à sua sonoridade já reconhecida. Com duas décadas de parceria entre Wesley Schultz e Jeremiah Fraites, a banda mantém sua identidade folk, ao mesmo tempo em que experimenta novas texturas e temas. Produzido por David Baron, o disco foi gravado no Utopia Studios, em Woodstock, Nova York, em menos de um mês, refletindo um processo mais orgânico e visceral.

A construção de “Automatic”

O álbum é composto por 11 faixas que exploram a tênue fronteira entre realidade e ilusão, abordando o impacto do mundo moderno na percepção e no comportamento humano. As letras transitam entre momentos de introspecção e reflexões sobre o excesso de estímulos e a busca por alívio. Apesar de adotar uma produção mais crua, o disco preserva os elementos que tornaram a banda reconhecida, como harmonias vocais marcantes e arranjos folk refinados.

Wesley Schultz e Jeremiah Fraites- Foto de Noa-Griffel
Wesley Schultz e Jeremiah Fraites – Foto de Noa-Griffel

A opção por gravações ao vivo, com mínima edição, reforça a autenticidade do trabalho. Essa escolha é evidente em faixas como “So Long“, que fecha o álbum com um tom de despedida melancólico, remetendo à experiência de um show ao vivo.


Os destaques

O single “Same Old Song“, lançado em janeiro de 2025, introduz o disco com um equilíbrio entre melancolia e vigor. “Asshole” se diferencia pelo tom irônico e pela estrutura lírica direta, enquanto “Plasticine” surpreende ao combinar um refrão marcante com variações acústicas e dinâmicas.

O álbum também traz momentos instrumentais que ampliam sua profundidade. “Strings“, uma peça curta e contemplativa, oferece uma pausa entre as faixas mais emotivas. “Better Day” adota uma perspectiva otimista, abordando o futuro com leveza e fluidez. Já “You’re All I Got” e “Keys on the Table” compartilham melodias semelhantes, criando uma conexão narrativa ao longo do disco.

Sem um hit óbvio, mas com profundidade

Diferente de trabalhos anteriores que emplacaram grandes hits como “Ho Hey” e “Ophelia“, “Automatic” aposta na coesão e no detalhamento das composições. O álbum não busca apenas um sucesso imediato, mas sim um conjunto de faixas que se revelam aos poucos a cada audição.

Ao equilibrar vulnerabilidade e experimentação, The Lumineers mostram que a evolução artística pode coexistir com a identidade original da banda.


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