Thomas Dolby fala sobre turnê e colaborações com Grateful Dead

Luis Fernando Brod
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Luis Fernando Brod
Publicitário, redator e pesquisador musical com foco em classic rock, hard rock e bastidores da indústria fonográfica. Especialista com mais de 5 anos em resgatar a...
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Thomas Dolby. Matt Wardlaw

O músico Thomas Dolby está atualmente em turnê com a série de shows “Iconic ’80s Recollections”, onde apresenta um projeto secreto que espera revelar ainda este ano. Além de revisitar seus sucessos, ele compartilha histórias sobre sua carreira e colaborações, incluindo com membros do Grateful Dead.

Dolby está de volta à estrada nos Estados Unidos, acompanhado pela ex-associada de David Bowie, Gail Ann Dorsey, e pelo multi-instrumentista Andrew Lipke. Dorsey também realiza um set solo de abertura. Após as datas nos EUA, o artista levará a experiência para a Europa, com shows programados de 15 a 29 de maio, passando por Manchester e Dublin.

Em entrevista à UCR, Dolby comentou sobre a conexão com seus contemporâneos dos anos 80. “Acho que há um cruzamento bem forte, sabe, entre mim e alguns outros artistas que foram meus contemporâneos na época”, disse ele. “Acho que as pessoas ouvindo essas coisas justapostas, mas meio que trazidas por alguém que realmente estava lá e viveu essas experiências e teve conexões com elas, parece muito especial em 2026, porque muitas dessas pessoas estão mortas, presas ou aposentadas.”

O artista, conhecido por sua carreira dupla na música e na tecnologia, documentou sua trajetória no livro “The Speed of Sound: Breaking the Barriers Between Music and Technology”, lançado em 2016.

Sua turnê atual combina esses dois universos, oferecendo ao público uma nova perspectiva sobre a música da década de 80. Dolby garante que os fãs ouvirão seus sucessos, como “She Blinded Me With Science”, mas também terão uma experiência mais ampla sobre a música dos anos 80.

Ele faz uma analogia com o beisebol para explicar o valor de sua abordagem. “Se você perguntar a eles se aprenderiam mais sobre a história do beisebol na internet ou conversando com aquele senhor sentado na soleira da porta, eles admitiriam, meio culpados, que provavelmente aprenderiam mais com o senhor, mas ainda assim não o fazem”, ele diz. “Eles preferem ir ao ChatGPT.”

Ele descreve o desafio de “canalizar toda essa demanda por conhecimento para um formato que realmente satisfaça as expectativas”, e os shows atuais prometem ser a resposta.

A matéria também relembra a colaboração de Dolby com Jerry Garcia e Bob Weir, do Grateful Dead, no álbum “Astronauts and Heretics”, de 1992. Dolby, que cresceu como fã da banda, conta que conheceu Phil Lesh em um almoço beneficente, o que o levou a convidar Garcia e Weir para participar de seu disco.

Ele já tinha a música “Beauty of a Dream” em mente. O músico recorda o início das sessões. “Curiosamente, quando eles começaram a tocar, estavam tentando soar como Thomas Dolby”, ele explica. “E eu pensava: ‘Não, não, na minha cabeça, vocês são Bob e Jerry soando como vocês, e isso se encaixa no meu disco’. Levou um tempo para eles chegarem a esse ponto e perceberem. Mas foi uma experiência bem selvagem. E, sabe, me sinto muito honrado por ter estado na presença deles, mesmo que por tão pouco tempo.”

A turnê “Iconic ’80s Recollections” de Thomas Dolby continua em 19 de abril em Indianápolis. Ele também retornará à estrada no verão, a partir de julho, para shows como parte do Totally Tubular Festival, com uma nova formação de sua banda dos anos 80, a Lost Toy People.

(Via: Ultimate Classic Rock)

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