O Ultimate Classic Rock elegeu as quatro músicas que considera as maiores canções sobre maconha na história do rock. A lista, divulgada em 20 de abril de 2026, considerou critérios como legado, criatividade e popularidade para chegar ao “Big 4” dos hinos da cannabis.
A relação entre música e o uso de maconha é antiga, com muitos artistas de rock escrevendo sobre a euforia e a inspiração que a droga pode trazer. Veja as escolhas:
Steve Miller Band – “The Joker”
Um dos maiores hinos da cultura canábica, “The Joker” nasceu em uma festa. “Não surgiu até uma festa em Novato, ao norte de São Francisco”, relembrou Steve Miller em entrevista à Mojo em 2012. “Sentei no capô de um carro sob as estrelas com um violão, inventando letras, e ‘I’m a joker, I’m a smoker, I’m a midnight toker’ (Eu sou um brincalhão, eu sou um fumante, eu sou um fumante da meia-noite) saiu.” Lançada como single principal do álbum de 1973 de mesmo nome, a faixa alcançou o primeiro lugar na Billboard Hot 100 em 1974 e permanece como a canção mais conhecida da Steve Miller Band.
Black Sabbath – “Sweet Leaf”
O som de alguém tossindo após inalar fumaça de maconha abre o terceiro álbum de estúdio do Black Sabbath, “Master of Reality”. Esse ruído introduz “Sweet Leaf”, a amada ode da banda à maconha. “Sim, isso foi feito deliberadamente. E totalmente apropriado para a música, porque é sobre maconha”, confirmou o baterista Bill Ward à Metal Hammer em 2016, acrescentando que foi o guitarrista Tony Iommi quem tossiu. “Ele tinha acabado de dar um trago em um baseado grande”, explicou Ward. “Tínhamos as fitas rodando, e foi a maneira perfeita de começar o disco.” A letra, cantada por Ozzy Osbourne, celebra o narcótico: “Minha vida estava vazia, sempre para baixo / Até que você me pegou, me mostrou o caminho / Minha vida é livre agora, minha vida é clara / Eu te amo, doce folha, embora você não possa ouvir”. “Sweet Leaf” também introduziu o mundo ao stoner metal.
Bob Dylan – “Rainy Day Women #12 & 35”
Bob Dylan sempre insistiu que “Rainy Day Women #12 & 35” não foi feita para ser uma música sobre drogas. Ele alegou que a letra usava a definição bíblica do termo “stoned” (apedrejado), sugerindo que pessoas que vão contra a norma são punidas. Embora a explicação faça sentido, dado que Dylan havia sofrido críticas por sua transição do folk para o rock, a interpretação popular da música como um hino à maconha persiste há 60 anos, especialmente com o refrão “Everybody must get stoned” (Todo mundo deve ficar chapado/apedrejado). Uma teoria da conspiração sugere que 12 x 35 = 420, uma referência ao código da maconha.
Tom Petty and the Heartbreakers – “Mary Jane’s Last Dance”
Em uma entrevista à Men’s Journal em 2014, Tom Petty se referiu a si mesmo como “um cara do baseado”, descrevendo a cannabis como “uma droga musical”. O cantor sempre deixou que as pessoas criassem suas próprias interpretações para seu hit de 1993, “Last Dance With Mary Jane”, nunca revelando se foi inspirado por maconha, uma mulher ou algo diferente. “Minha opinião é que pode ser o que você quiser que seja”, comentou Mike Campbell, guitarrista dos Heartbreakers, uma vez à Songfacts. “Muitas pessoas pensam que é uma referência a drogas, e se é isso que você quer pensar, muito bem, mas também pode ser apenas uma canção de amor de despedida.” Com o refrão “Last dance with Mary Jane / One more time to kill the pain” (Última dança com Mary Jane / Mais uma vez para matar a dor), é fácil entender por que os fãs comumente veem “Mary Jane’s Last Dance” como uma ode à maconha. A canção é a mais transmitida no catálogo de Tom Petty and the Heartbreakers, com mais de meio bilhão de streams no Spotify.
(Via: Ultimate Classic Rock)



