30 anos de DUST do SCREAMING TREES | RD 122
No episódio 122 do podcast Redação DISCONECTA, os apresentadores Luis Fernando Brod, Marcelo Scherer e Virgílio Migliavacca recebem Leonardo Tissot, autor de Uma Dose Para o Santo: Deus e o Diabo nas Gravações de Whiskey for the Holy Ghost, uma HQ sobre Mark Lanegan. Juntos, eles mergulham fundo na obra Dust, o sétimo álbum de estúdio do Screaming Trees, que completa 30 anos de lançamento.
A conversa começa com Luis Fernando Brod relembrando seu primeiro contato com a banda através do clipe de “Dollar Bill” na MTV, que o marcou profundamente e o fez se identificar com a sonoridade e a atitude do grupo. Ele destaca a importância de Mark Lanegan, vocalista do Screaming Trees, e sua voz inconfundível, colocando-o ao lado de nomes como Layne Staley e Chris Cornell como um dos grandes vocalistas do universo grunge.
Leonardo Tissot compartilha que seu primeiro contato com o Screaming Trees foi em 1996, ao ler a resenha de Dust na revista Bis. Ele destaca que, embora considere Sweet Oblivion o auge da banda, Dust é um disco importante por explorar novas sonoridades e instrumentos, marcando uma transição para a segunda fase da carreira das bandas de Seattle. Ele ainda revela ter uma cópia autografada do álbum pelo baterista Barrett Martin, que atualmente toca com Nando Reis.
O convidado aprofunda-se na história por trás de Whiskey for the Holy Ghost, o segundo disco solo de Mark Lanegan, tema de seu livro. Ele explica que o álbum demorou a ser finalizado devido aos compromissos de Lanegan com o Screaming Trees e seus problemas com drogas. Leonardo conta que o produtor George Drakoulias levou a banda para Los Angeles, tirando Lanegan de Seattle, onde tinha fácil acesso a drogas, para um tratamento que o ajudou a se manter são durante as gravações de Dust.
Os participantes debatem a dinâmica disfuncional do Screaming Trees, marcada por brigas entre os irmãos Connor e o desejo de Lanegan de deixar a banda. Apesar do clima tenso, Dust se destaca como um álbum de alta qualidade, com apenas 10 músicas concisas e bem produzidas, mixadas por Andy Wallace (conhecido por Nevermind do Nirvana e Chaos A.D. do Sepultura). A participação de Mike McCready (Pearl Jam) em “Dying Days” e a contribuição de Benmont Tench (Tom Petty and the Heartbreakers) no mellotron enriquecem ainda mais a sonoridade do disco.
Apesar de sua qualidade, Dust foi lançado em 1996, um período em que o movimento grunge já perdia força para novas tendências musicais. O trio reflete sobre o porquê de o Screaming Trees, com sua sonoridade psicodélica e hard rock clássico, não ter alcançado o mesmo sucesso comercial de outras bandas de Seattle, concluindo que talvez a imagem e a personalidade de Mark Lanegan tenham influenciado, além do fato de que o sucesso estrondoso do Nirvana e Pearl Jam não era o “normal” para bandas underground.
Não perca este bate-papo revelador sobre um dos álbuns mais elegantes e emocionantes do rock dos anos 90. Ouça o episódio completo para descobrir mais sobre a melancolia e a genialidade de Dust, um disco que cresce a cada audição e que se torna ainda mais intenso com a ausência de Mark Lanegan. Assista ou ouça o Redação DISCONECTA e revisite essa obra-prima!



