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Redação Disconecta

35 anos de ROLL THE BONES do RUSH | RD 134

5 min de leitura
35 anos de ROLL THE BONES do RUSH | RD 134
Foto: Divulgação

No episódio 134 do podcast Redação DISCONECTA, os apresentadores Luis Fernando Brod e Tomás Gouveia mergulham na celebração dos 35 anos de lançamento de Roll the Bones, um álbum icônico da lendária banda canadense Rush. O disco, lançado em 1991, é analisado em profundidade, destacando seu papel como um marco na trajetória do trio e uma porta de entrada para muitos fãs.

A conversa começa contextualizando a evolução do Rush, desde suas raízes no hard rock, passando pela fase progressiva e a experimentação com sintetizadores nos anos 80, especialmente em álbuns como Hold Your Fire. Os apresentadores detalham como a banda iniciou uma transição sonora com Presto, diminuindo o uso de teclados e resgatando a proeminência das guitarras, culminando na sonoridade de Roll the Bones, que se destaca por ser mais acessível e com melodias cativantes.

Tomás Gouveia compartilha sua experiência pessoal, revelando que, embora não tenha sido o primeiro disco do Rush que ouviu, Roll the Bones se tornou uma obra fundamental em sua discografia, figurando em seu top 5 da banda. Ele ressalta a sonoridade “mais fácil” do álbum, em contraste com a complexidade harmônica de trabalhos anteriores, e a forma como o trio, composto por Geddy Lee, Alex Lifeson e Neil Peart, sempre priorizou a coesão da banda, mesmo com o virtuosismo individual de cada membro.

Um ponto alto da discussão é a análise das letras de Neil Peart e a possibilidade de Roll the Bones ser um disco conceitual. Os apresentadores exploram como as composições, embora não sejam um manifesto direto, refletem o contexto da Guerra do Golfo e a vulnerabilidade humana diante de eventos incontroláveis. A mudança no estilo vocal de Geddy Lee, que canta em tons mais “palatáveis” e até arrisca um rap na faixa-título, também é abordada como um elemento que gerou diferentes reações entre os fãs.

O sucesso comercial de Roll the Bones é outro aspecto enfatizado, com o álbum alcançando a terceira posição na parada da Billboard nos Estados Unidos, a melhor colocação do Rush desde Moving Pictures (1981). Faixas como “Dreamline”, “Bravado” e a própria “Roll the Bones” se tornaram hits e são frequentemente incluídas nos repertórios ao vivo da banda. A faixa instrumental “Where’s My Thing” também é mencionada por sua indicação ao Grammy de Melhor Performance Instrumental de Rock em 1992.

Apesar do reconhecimento, Luis Fernando Brod oferece uma perspectiva crítica, sugerindo que, embora a transição sonora tenha sido acertada, o álbum poderia ter soado “um pouquinho melhor”, talvez com mais tempo de estúdio ou uma produção diferente. No entanto, ele reconhece que Roll the Bones é um bom disco de transição, com momentos inspirados, e que a sonoridade da guitarra de Alex Lifeson, com seu timbre agudo e etéreo, é uma assinatura inconfundível da banda.

Para finalizar, Tomás Gouveia recomenda Roll the Bones como um disco essencial para quem já conhece o Rush, mas sugere outros álbuns como Permanent Waves, Moving Pictures ou Counterparts como portas de entrada para novos ouvintes, por representarem melhor a essência da banda em diferentes fases. O episódio convida os fãs a revisitarem este clássico e a compartilharem suas próprias opiniões sobre a obra.

Autor

  • Marcelo Scherer

    Jornalista, editor-chefe e fundador do portal Disconecta. Aos 46 anos, respira o ecossistema musical cobrindo rock, indie e cultura alternativa. É uma voz ativa no resgate da cultura física como host do podcast e newsletter Papo de Colecionador, dedicado a LPs e CDs. Além de assinar resenhas críticas no site, expande o debate musical no comando dos programas Disconecta na Rádio na Fm Cultura 107,7 de Porto Alegre/RS e Pôr do Som na Sintonia Fm 94.7 de Torres/RS.

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