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Redação Disconecta

30 anos de I Should Coco dos britânico do Supergrass | RD 057

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30 anos de I Should Coco dos britânico do Supergrass | RD 057
Foto: Divulgação

No episódio 57 do podcast Redação DISCONECTA, o apresentador Luis Fernando Brod recebe o colaborador Virgílio Migliavacca para uma celebração especial: os 30 anos de I Should Coco, o álbum de estreia da banda britânica Supergrass. A dupla mergulha na efervescência do Britpop dos anos 90 para analisar a obra que marcou a chegada de um dos grupos mais carismáticos da cena.

Lançado em 1995, I Should Coco se destacou por sua sonoridade que, embora inserida no Britpop, trazia influências mais ancestrais, como o mod, o punk e o rock dos Kinks e Beatles. Os apresentadores ressaltam a energia e a maturidade precoce da banda, especialmente de Gaz Coombes, que tinha apenas 18 anos na época. O disco, com suas letras sobre o cotidiano e uma pegada despojada, contrastava com o que outras grandes bandas do gênero, como Oasis e Blur, vinham produzindo.

Um dos pontos centrais da discussão é a percepção de Supergrass como um “one-hit wonder” por conta do sucesso estrondoso de “Alright”. A música, que fez parte da trilha sonora do filme “As Patricinhas de Beverly Hills”, estourou no Brasil e nos Estados Unidos, mas ofuscou a discografia consistente da banda. O episódio lembra que, apesar de “Alright” ser uma canção “manjada” para muitos, a carreira do Supergrass é rica e relevante, especialmente em sua terra natal, a Inglaterra.

A banda teve passagens marcantes pelo Brasil, incluindo uma apresentação no Hollywood Rock de 1996, na mesma noite de Smashing Pumpkins e The Cure, e uma participação no Campari Rock em 2006. A conversa também explora a influência do Supergrass no rock nacional, com paralelos traçados com bandas como Cachorro Grande e Fish & Cia, destacando a similaridade de timbres e o bom humor presente nas composições.

Os participantes elegem suas faixas favoritas do álbum, com destaque para a psicodelia de “Sofa”, a energia de “Lose It” e a melancolia de “Time”, que remete a John Lennon. A capa do disco, com sua estética pop art, e o significado da gíria “I Should Coco” (que significa “eu deveria pensar assim”) também são abordados, revelando curiosidades sobre a obra.

A evolução da discografia do Supergrass é analisada, mostrando como a banda conseguiu superar a “síndrome do segundo disco” com In It for the Money e continuou experimentando em álbuns posteriores, como Life on Other Planets e Road to Ruin, mantendo sempre um senso de humor e explorando diferentes sonoridades, do folk ao eletrônico.

Ao final, a dupla concorda que I Should Coco é um álbum que envelheceu muito bem, sendo ainda mais apreciado hoje do que na época de seu lançamento. A obra reflete a riqueza do rock britânico e a capacidade de uma banda jovem de criar um disco emblemático que continua relevante três décadas depois. Não perca a chance de revisitar este clássico e conferir a análise completa no Redação DISCONECTA!

Autor

  • Marcelo Scherer

    Jornalista, editor-chefe e fundador do portal Disconecta. Aos 46 anos, respira o ecossistema musical cobrindo rock, indie e cultura alternativa. É uma voz ativa no resgate da cultura física como host do podcast e newsletter Papo de Colecionador, dedicado a LPs e CDs. Além de assinar resenhas críticas no site, expande o debate musical no comando dos programas Disconecta na Rádio na Fm Cultura 107,7 de Porto Alegre/RS e Pôr do Som na Sintonia Fm 94.7 de Torres/RS.

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