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Redação Disconecta

30 anos de LOAD do METALLICA | RD 115

5 min de leitura
30 anos de LOAD do METALLICA | RD 115
Foto: Divulgação

No episódio 115 do podcast Redação DISCONECTA, os apresentadores Luis Fernando Brod, Marcelo Scherer e Virgílio Migliavacca se reúnem para uma discussão acalorada sobre um dos álbuns mais polêmicos do rock: Load, do Metallica, que completou 30 anos em 2026. O trio mergulha nas complexidades e controvérsias que cercam este trabalho, que marcou uma guinada na carreira da banda após o sucesso estrondoso do Black Album.

A mudança de visual e sonoridade do Metallica em Load foi um dos pontos mais debatidos. Os apresentadores relembram a estranheza dos fãs mais “xiitas” com os cabelos curtos, maquiagem e o estilo “makeover” da banda, que muitos consideraram uma “traição ao movimento” metal. Marcelo Scherer destaca que, nos anos 90, o resquício do metaleiro “fundo de toca” ainda existia, tornando o impacto da mudança ainda maior.

Musicalmente, Load representou uma exploração de novos caminhos. Virgílio Migliavacca, fã declarado do álbum, aponta que o disco incorpora elementos de Southern Rock, como Lynyrd Skynyrd, e o groove do Black Sabbath, buscando um som mais hard rock e de arena. Ele defende a evolução natural da banda, que, após o sucesso do Black Album, buscou um peso diferente, com mais groove e menos velocidade, uma decisão consciente para se adaptar ao mercado em transformação dos anos 90.

Apesar dos elogios à ousadia e à produção de Bob Rock, o álbum não escapa de críticas. Marcelo Scherer e Luis Fernando Brod concordam que Load é um disco “cansativo” devido à sua longa duração (1 hora e 18 minutos) e à repetição de grooves. Eles sugerem que, se fosse mais conciso, talvez um álbum duplo com Reload, o trabalho teria sido ainda mais impactante. A capa, uma obra de Andres Serrano intitulada “Semen and Blood III”, também é lembrada por sua polêmica e por ter sido uma escolha de Lars Ulrich, fã de arte contemporânea.

Os apresentadores também discutem o contexto da época, com a explosão do CD como mídia dominante e o auge da indústria musical, que incentivava álbuns mais longos. Eles ressaltam que o Metallica soube aproveitar o momento de sucesso comercial e a expectativa do público para desafiar sua audiência, mesmo que isso significasse perder parte dos fãs antigos. A banda, já consolidada, arriscou e experimentou, ditando tendências e reafirmando sua posição como um dos maiores nomes do rock mundial.

O episódio ainda aborda a relação da banda com a mídia, desde a adesão aos videoclipes na MTV até a polêmica com o Napster anos depois. A discussão se aprofunda na evolução da indústria musical e como a tecnologia e as plataformas influenciam a criatividade e o consumo de música. Não perca esta análise detalhada sobre um álbum que, para o bem ou para o mal, marcou a história do Metallica e do rock.

Para conferir todos os detalhes e opiniões sobre este clássico controverso, assista ou ouça o episódio completo do Redação DISCONECTA. Deixe seus comentários e compartilhe sua visão sobre Load e a fase mais “ousada” do Metallica!

Autor

  • Marcelo Scherer

    Jornalista, editor-chefe e fundador do portal Disconecta. Aos 46 anos, respira o ecossistema musical cobrindo rock, indie e cultura alternativa. É uma voz ativa no resgate da cultura física como host do podcast e newsletter Papo de Colecionador, dedicado a LPs e CDs. Além de assinar resenhas críticas no site, expande o debate musical no comando dos programas Disconecta na Rádio na Fm Cultura 107,7 de Porto Alegre/RS e Pôr do Som na Sintonia Fm 94.7 de Torres/RS.

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