30 anos de PURPENDICULAR do DEEP PURPLE | RD 103
No episódio 103 do podcast Redação DISCONECTA, os apresentadores Júlio Mauro, Eduardo e Tomás se reúnem para celebrar e analisar os 30 anos de lançamento de Purpendicular, o icônico álbum do Deep Purple. O disco marcou uma ruptura com o passado de Ritchie Blackmore nas guitarras e trouxe uma figura singular para o jogo da banda, Steve Morse, que deu uma nova vida ao grupo.
A discussão começa com a provocação: seria Purpendicular um álbum do Deep Purple ou um disco solo de Steve Morse com a banda de apoio? Eduardo relembra o baque inicial para os fãs, acostumados com o blues rock e as pitadas clássicas de Blackmore. A sonoridade do novo guitarrista, vindo do Dixie Dregs, era muito diferente, e o álbum não soou bem de primeira, exigindo tempo para ser digerido.
Tomás, fã de longa data do Deep Purple, concorda que a banda, após Perfect Strangers, não conseguiu se estabilizar, com discos como The House of Blue Light, Slaves and Masters e The Battle Rages On soando como um “catadão” de ideias. Ele destaca que Purpendicular, ainda que com uma sonoridade mais americana, influenciada pelo trabalho de Morse no Kansas, trouxe uma estabilidade muito necessária para a banda, que voltou a ter uma identidade.
A entrada de Steve Morse trouxe mais técnica, diversidade e modernidade, com a banda adotando o palm muting e injetando mais melodia nas composições. Músicas como “Ted the Mechanic”, “Loosen My Strings”, “Aviator” e “Sometimes I Feel Like Screaming” são citadas como exemplos dessa nova fase. A formação com Morse, Glover, Lord, Gillan e Paice (Mark VII) se tornou a mais longeva da história do Deep Purple, mostrando o sucesso da reinvenção.
Os participantes também discutem a performance vocal de Ian Gillan, que, embora não tenha mais a potência dos anos 70, soube encontrar uma nova maneira de cantar, adaptando-se às limitações da idade sem recorrer a backing tracks ou playbacks, mantendo a dignidade da banda ao vivo. Essa consciência e inteligência em envelhecer com classe são apontadas como marcas registradas do Deep Purple.
O episódio explora como Deep Purple soube se reinventar e se atualizar, tornando-se uma banda “classuda” que continua a lançar álbuns de alta qualidade, como Infinite, Whoosh! e Turning to Crime. A turnê de Purpendicular também foi marcante, com muitos shows no Brasil, relembrando clássicos e apresentando a nova sonoridade que solidificou a banda para as décadas seguintes.
Não perca essa análise aprofundada sobre um dos álbuns mais importantes da carreira do Deep Purple e descubra como a banda conseguiu se reinventar e se manter relevante ao longo de tantos anos. Assista ou ouça o episódio completo do Redação DISCONECTA para conferir todos os detalhes e histórias!



