35 anos de ARISE do SEPULTURA | RD 111
No episódio 111 do podcast Redação DISCONECTA, os apresentadores Maurício e Arnaldo mergulham fundo em um dos álbuns mais emblemáticos para o thrash nacional e mundial. A edição celebra os 35 anos de lançamento de Arise, o quarto álbum de estúdio do lendário Sepultura, que marcou uma era e consolidou a banda no cenário internacional.
Arnaldo, que acompanhou a banda desde os primórdios, compartilha suas experiências, relembrando o primeiro show do Sepultura em 1988 no Clube dos Aeroviários de São Paulo, no evento The World Thrashs. Ele descreve a surpresa com a profissionalismo da banda, que já se destacava com instrumentos e visual diferenciados, e a forma como o grupo conquistou o público, superando rivalidades regionais.
A conversa explora a transição musical e lírica do Sepultura, desde os primeiros trabalhos como o split com o Overdose e o álbum *Schizophrenia*, até a entrada de Andreas Kisser, que trouxe uma nova identidade à guitarra e impulsionou a banda para o thrash metal. O episódio destaca a importância de *Beneath the Remains*, gravado no Brasil com o produtor americano Scott Burns, como um salto para a internacionalização e para a abordagem de temas sociopolíticos e socioculturais nas letras.
Em *Arise*, a banda aprimorou essa sonoridade, incorporando elementos de violão e influências tribais, além de explorar temas como tecnologia e religião, como visto no controverso videoclipe de “Arise”, censurado nos Estados Unidos. A mixagem de Andy Wallace é apontada como crucial para o som “gordinho” e o groove do álbum, que também trouxe elementos de rock e metal industrial, influenciados por bandas como Ministry.
Os apresentadores ressaltam a autenticidade e a atitude do Sepultura, que se manifestavam tanto na energia dos shows quanto na postura dos membros. Arnaldo narra um episódio marcante em 1989, quando Max Cavalera interrompeu um show para defender os fãs da violência policial, demonstrando o compromisso da banda com seu público. Essa atitude, aliada à musicalidade inovadora, sacramentou a identidade do Sepultura e o levou a turnês mundiais, como a lendária apresentação na Praça Charles Miller, em São Paulo.
O episódio também aborda a consciência de classe e a crítica social presentes nas letras de *Arise*, com músicas como “Dead Embryonic Cells” e “Desperate Cry”, que exploram o apocalipse, as mazelas da indústria musical e os erros humanos. A inclusão do cover de “Orgasmatron” do Motörhead, que se tornou tão identificada com o Sepultura a ponto de alguns fãs pensarem que era uma música original da banda, é outro ponto de destaque.
Não perca esta edição especial do Redação DISCONECTA para reviver a história e a importância de *Arise*, um álbum que não apenas marcou a carreira do Sepultura, mas também deixou um legado duradouro na música pesada mundial. Assista e ouça para entender como a banda brasileira conquistou o mundo com sua fúria e originalidade.



