35 anos de INNUENDO do QUEEN | RD 098
No episódio 98 do podcast Redação DISCONECTA, os apresentadores Luis Fernando Brod e Virgílio Migliavacca, junto com o convidado Marcos, mergulham no universo de Innuendo, o 14º e último álbum de estúdio do Queen com Freddie Mercury em vida. Lançado em 1991, o disco completa 35 anos em 2026 e carrega um peso histórico e emocional imenso, sendo um marco na trajetória da banda e na vida de Freddie.
A conversa se aprofunda no contexto de urgência que envolveu a gravação de Innuendo. Lançado meses antes do falecimento de Freddie Mercury, o álbum foi criado sob a sombra de sua doença, com a banda ciente de que o tempo era escasso. A equipe e os membros do Queen se esforçaram para que Freddie gravasse o máximo possível, com o vocalista, mesmo debilitado, dizendo a Brian May: “escreve o que vocês quiserem aí que eu canto”. O trio debate se o álbum foi uma despedida consciente ou uma obra que, inevitavelmente, se tornou um adeus.
Um dos pontos altos da discussão é a análise de como a doença de Freddie influenciou a produção e a estética do álbum. Os videoclipes, muitos em preto e branco, foram uma estratégia para disfarçar a aparência fragilizada do vocalista, que usava maquiagem pesada para esconder as marcas da doença. A faixa The Show Must Go On é destacada como um hino de resiliência e despedida, enquanto These Are the Days of Our Lives, com seu clipe emocionante e o “I still love you” final de Freddie, é comparada ao legado de Blackstar de David Bowie, como um último e poderoso adeus.
Os apresentadores também exploram a sonoridade de Innuendo, discutindo se ele representa uma “volta às raízes” do Queen ou uma síntese de toda a carreira da banda. A conclusão é que o álbum é um “giro por tudo que eles fizeram”, reafirmando a identidade do Queen como uma banda que nunca se prendeu a um único estilo, explorando rock progressivo, hard rock, gospel e pop. A conversa aborda ainda faixas polêmicas como Delilah, a música sobre gatos de Freddie, e Ride the Wild Wind, que reforça a paixão de Roger Taylor por carros.
A relação pessoal com o disco também é um tema central. Marcos compartilha a experiência de sua mãe, que evita o álbum devido à tristeza que ele evoca pela perda de Freddie. Virgílio destaca sua conexão com The Show Must Go On, inicialmente através de Elton John, e These Are the Days of Our Lives como sua favorita do álbum. Luis Fernando também revela sua predileção por These Are the Days of Our Lives. O episódio conclui que, embora Innuendo seja um álbum de grande importância histórica e musical, seu peso emocional o torna uma audição densa, talvez não sendo a melhor porta de entrada para novos fãs do Queen.
O podcast ainda traz curiosidades sobre a gravação do álbum, como a participação de Steve Howe, do Yes, no violão flamenco da faixa-título, e o mistério em torno do paradeiro das cinzas de Freddie Mercury. Histórias como o presente de Natal de Freddie para Elton John e as rosas que Mary Austin ainda recebe anualmente reforçam a dimensão pessoal e o legado duradouro do vocalista.
Para conferir todas essas histórias e análises, assista ao episódio completo de Redação DISCONECTA no YouTube ou ouça no seu agregador de podcasts favorito. Não deixe de maratonar e compartilhar suas opiniões sobre Innuendo e o legado do Queen!



