35 anos de OUT OF TIME do R.E.M. | RD 105
No episódio 105 do podcast Redação DISCONECTA, os apresentadores Luis Fernando Brod, Marcelo Scherer e Virgílio Migliavacca mergulham fundo nos 35 anos de Out of Time do R.E.M., o álbum que fez a banda ir para outro patamar, alcançando um público global com músicas como “Losing My Religion”, “Shiny Happy People” e “Radio Song”.
O trio inicia a conversa destacando a audácia do R.E.M. em 1991. Em um ano marcado pelo estouro do grunge com Nevermind do Nirvana, a banda se impôs um duplo desafio: não soar como o grunge e, mais importante, não soar como eles mesmos. Essa busca por inovação levou a um disco que, para muitos fãs mais antigos, parecia “pop demais”, mas que se tornou um marco na carreira do grupo.
Os apresentadores exploram a sonoridade de Out of Time, que se distanciava das guitarras e mergulhava em texturas mais ricas. Peter Buck, cansado de tocar guitarra, explorou o bandolim, enquanto Mike Mills experimentou com cravo e teclado. A inclusão de instrumentos incomuns, arranjos orquestrais com a Atlanta Symphony Orchestra e a participação de convidados como Kate Pierson (do B-52’s) em “Shiny Happy People” e o rapper KRS-One em “Radio Song” demonstram a liberdade criativa e a experimentação que caracterizaram o álbum.
A discussão também aborda as letras intimistas e o ativismo político do R.E.M. Em “Losing My Religion”, a banda explora a perda de fé em um relacionamento, desmistificando a interpretação literal do título. Já “Shiny Happy People”, que soa alegre, é revelada como uma crítica satírica à propaganda chinesa pós-massacre da Praça da Paz Celestial. Além disso, o disco foi um veículo para a campanha “Rock the Vote”, que incentivava o voto jovem nos EUA, demonstrando a preocupação política da banda.
O episódio destaca a evolução da banda, que, após anos no circuito alternativo, atingiu o sucesso comercial com Out of Time, conquistando seu primeiro Grammy em 1992. Músicas como “Near Wild Heaven”, cantada por Mike Mills, e a quase instrumental “Belong” são apontadas como pérolas que revelam um lado menos conhecido do R.E.M., fugindo dos hits e aprofundando a experiência sonora do álbum.
A conversa se aprofunda nas nuances do disco, que, apesar de sua popularidade, possui um lado B mais introspectivo, com elementos de folk e country, convidando o ouvinte a uma descoberta mais aprofundada. O contraste entre melodias alegres e letras intimistas e políticas é um dos pontos altos do álbum, que marcou uma virada na trajetória do R.E.M. e influenciou gerações de artistas.
Para entender a fundo a genialidade e a ousadia do R.E.M. em Out of Time, assista ou ouça o episódio completo do Redação DISCONECTA e mergulhe nos detalhes que fizeram deste álbum um clássico atemporal.



