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Redação Disconecta

40 anos de THE QUEEN IS DEAD do THE SMITHS – RD #124

5 min de leitura
40 anos de THE QUEEN IS DEAD do THE SMITHS - RD #124
Foto: Divulgação

No episódio 124 do podcast Redação DISCONECTA, os apresentadores Marcelo Scherer e Virgílio Migliavacca recebem o convidado Léo Siqueira para uma imersão nos 40 anos de The Queen Is Dead, o icônico terceiro álbum do The Smiths. Lançado em 1986, este disco é amplamente considerado uma das obras mais importantes e influentes dos anos 80, transcendendo o indie rock para impactar o universo pop e rock.

A dupla e o convidado discutem a relevância de The Queen Is Dead como o álbum definitivo da banda, mesmo com outros trabalhos aclamados. Léo Siqueira destaca como o disco abriu portas no Brasil, com suas letras mais poéticas e melodias acessíveis, além das críticas sociopolíticas de Morrissey à imprensa e à “Dama de Ferro”, Margaret Thatcher. A conversa revela que o álbum quase se chamou “Margaret the Guillotine” e que a gravadora vetou “There Is a Light That Never Goes Out” como single devido à sua temática.

A capa do álbum, com a imagem do ator Alain Delon do filme L’Insoumis, é outro ponto de destaque. Morrissey chegou a escrever uma carta a Delon pedindo autorização, e o ator concedeu, revelando que seus próprios filhos eram fãs da banda. A sonoridade do disco, com as melodias mais “jangle” e passionais de Johnny Marr, é elogiada, contrastando com o tom mais dramático de álbuns anteriores como Meat Is Murder, que é o preferido de Léo Siqueira.

Os apresentadores também abordam a complexa relação da banda com a gravadora Rough Trade, que levou ao atraso do lançamento do disco e à letra de “Frankly, Mr. Shankley”, uma crítica à ganância da gravadora. A genialidade do baixista Andy Rourke é ressaltada, com sua capacidade de preencher as músicas com arranjos únicos e marcantes, sendo considerado uma peça fundamental para a sonoridade do The Smiths. A discussão ainda explora as referências multiculturais de Morrissey e Johnny Marr, que enriqueciam as letras e arranjos da banda.

O episódio também toca nas polêmicas opiniões de Morrissey e a dificuldade de separar o artista de sua obra, especialmente em um disco que celebra 40 anos e foi criado em um contexto diferente. É lembrado que a famosa foto da banda em frente ao Salford Lads’ Club, que se tornou um ícone de Manchester, foi ideia de Morrissey e hoje faz parte do Museu de Fotografia de Londres.

Para fechar, o programa convida os ouvintes a mergulharem na obra atemporal de The Queen Is Dead, um álbum que continua a inspirar e a ressoar com novas gerações, reafirmando o legado do The Smiths. Não perca esta edição especial do Redação DISCONECTA para revisitar um clássico que moldou a história da música.

Autor

  • Marcelo Scherer

    Jornalista, editor-chefe e fundador do portal Disconecta. Aos 46 anos, respira o ecossistema musical cobrindo rock, indie e cultura alternativa. É uma voz ativa no resgate da cultura física como host do podcast e newsletter Papo de Colecionador, dedicado a LPs e CDs. Além de assinar resenhas críticas no site, expande o debate musical no comando dos programas Disconecta na Rádio na Fm Cultura 107,7 de Porto Alegre/RS e Pôr do Som na Sintonia Fm 94.7 de Torres/RS.

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