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Redação Disconecta

40 anos de THE ULTIMATE SIN de OZZY OSBOURNE | RD 097

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40 anos de THE ULTIMATE SIN de OZZY OSBOURNE | RD 097
Foto: Divulgação

No episódio 97 do podcast Redação DISCONECTA, os apresentadores Marcelo Scherer, Luis Fernando Brod e Virgílio Migliavacca se reúnem para uma discussão aprofundada sobre os 40 anos de The Ultimate Sin, o álbum de Ozzy Osbourne que o próprio artista renegou.

O álbum, lançado em 1986, é frequentemente considerado fraco pelo “Príncipe das Trevas” e até ficou fora de catálogo por um tempo. No entanto, Virgílio Migliavacca discorda veementemente dessa visão, defendendo The Ultimate Sin como o álbum mais radiofônico e fácil de ouvir de Ozzy, além de ser um reflexo do movimento do metal da época. Ele aponta que a principal crítica de Ozzy, e um ponto fraco reconhecido, é a produção do disco.

A conversa explora a fase “glam” de Ozzy, com seu visual icônico e clipes como “Shot in the Dark”, que Virgílio descreve como sensacionais. O episódio também aborda a turbulenta vida pessoal de Ozzy nos anos 80, marcada por excessos e passagens por clínicas de reabilitação. A turnê com o Mötley Crüe é mencionada como um período de piora em sua dependência, culminando em incidentes infames como o do Álamo e a prisão por agredir Sharon Osbourne.

Os apresentadores analisam a contribuição do guitarrista Jake E. Lee, que já estava mais solto no seu segundo disco com Ozzy, e a veia hard rock que ele trouxe. A produção de Ron Nevison é discutida, com a conclusão de que o álbum tem uma sonoridade “magrinha”, especialmente na bateria, o que, para Virgílio, confere uma “crueza” que faz parte do charme do disco. A participação do tecladista Mike Moran, conhecido por trabalhos com o Queen, também é elogiada, especialmente em faixas como “Shot in the Dark”.

A complexa relação de Ozzy com sua empresária e esposa Sharon Osbourne é um tema recorrente, com menções às disputas por créditos e royalties com músicos como Bob Daisley e Jake E. Lee. O episódio relembra as regravações de Blizzard of Ozz e Diary of a Madman, onde baixo e bateria foram substituídos devido a desavenças financeiras, e a necessidade de Jake E. Lee de ter contratos bem definidos antes de iniciar o trabalho em The Ultimate Sin.

Apesar das controvérsias e da má fama, The Ultimate Sin é revisitado com uma perspectiva mais positiva pelos Disconectors, que destacam faixas como “Secret Loser”, “Never Know Why” e “Killer of Giants”. A discussão sobre a edição de “Shot in the Dark” nos serviços de streaming e a capa do álbum, ilustrada por Boris Vallejo, adicionam curiosidades ao debate.

Para conferir todos os detalhes e opiniões sobre este controverso, mas fascinante, capítulo da discografia de Ozzy Osbourne, assista ou ouça o episódio completo do Redação DISCONECTA.

Autor

  • Marcelo Scherer

    Jornalista, editor-chefe e fundador do portal Disconecta. Aos 46 anos, respira o ecossistema musical cobrindo rock, indie e cultura alternativa. É uma voz ativa no resgate da cultura física como host do podcast e newsletter Papo de Colecionador, dedicado a LPs e CDs. Além de assinar resenhas críticas no site, expande o debate musical no comando dos programas Disconecta na Rádio na Fm Cultura 107,7 de Porto Alegre/RS e Pôr do Som na Sintonia Fm 94.7 de Torres/RS.

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