45 anos de MOVING PICTURE do RUSH | RD 100
No episódio 100 do podcast Redação DISCONECTA, os apresentadores Marcelo Scherer e Luis Fernando Brod celebram um marco importante ao mergulhar nos 45 anos de Moving Pictures do Rush. Para esta edição especial, eles recebem o convidado Alexandre, um verdadeiro entusiasta da banda, que compartilha sua paixão e conhecimento sobre um dos álbuns mais icônicos da banda canadense.
O bate-papo explora como Moving Pictures, o oitavo álbum da banda, representou a consolidação do Rush para as grandes massas, impulsionado pelo sucesso de faixas como “Tom Sawyer”, imortalizada como tema de abertura do seriado MacGyver. Apesar de sua acessibilidade, o disco mantém a complexidade característica do Rush, com músicas elaboradas como “YYZ” e “The Camera Eye”, que apresenta 11 minutos de variações progressivas.
Os participantes discutem a transição da banda para um som “mais pop” (no sentido de popular) nos anos 80, sem abandonar suas raízes progressivas. Neil Peart, o lendário baterista e letrista, teria afirmado que Moving Pictures foi o verdadeiro “nascimento” do Rush, marcando uma fase de independência criativa e financeira. O álbum alcançou sucesso estrondoso, sendo primeiro lugar no Canadá e Reino Unido, terceiro nos EUA, e conquistando Quádrupla Platina.
A edição também aborda a inovação tecnológica presente no álbum, que foi mixado digitalmente e incorporou sintetizadores, sequenciadores e até bateria eletrônica, com Neil Peart utilizando um pad Roland. Essa experimentação, influenciada por bandas como The Police e Ultravox, foi um passo ousado que o produtor Terry Brown inicialmente recebeu com receio, mas que se tornou uma marca registrada do Rush. Além disso, Geddy Lee, baixista e vocalista, reduziu o tom de seus agudos e utilizou um Fender Jazz Bass pela primeira vez, contribuindo para um som de baixo mais presente e pulsante.
A profundidade lírica de Neil Peart é outro ponto alto da conversa, com destaque para as referências literárias em “Tom Sawyer” (Mark Twain) e “Red Barchetta” (Richard Foster). A letra de “Witch Hunt”, por sua vez, é elogiada por sua atemporalidade e relevância, abordando temas de preconceito e ignorância que ressoam até hoje. O episódio também revela detalhes sobre a capa do álbum, que ganhou um Juno Award, e a história por trás do solo de “Limelight”, considerado por Alex Lifeson como o melhor de sua carreira.
Alexandre ainda compartilha sua vasta coleção de Moving Pictures e indica os livros “Rush Através das Décadas” e “My Effin’ Life” (autobiografia de Geddy Lee) para quem deseja aprofundar-se na história da banda, revelando curiosidades como a demissão de Geddy Lee no início da carreira e o afastamento de Neil Peart após a última turnê. Uma verdadeira aula sobre um dos maiores álbuns da história do rock progressivo.
Não perca esta celebração dos 45 anos de Moving Pictures do Rush e descubra por que este álbum continua a encantar gerações. Assista ou ouça o episódio completo do Redação DISCONECTA e mergulhe na genialidade de Geddy Lee, Alex Lifeson e Neil Peart.



