50 anos de “Casa de Rock” da Casa das Máquinas c/ Testoni | RD 099
No episódio 99 do podcast Redação DISCONECTA, os apresentadores Luis Fernando Brod e Júlio recebem uma lenda do rock nacional: Mário Testoni Jr., tecladista da Casa das Máquinas. O bate-papo celebra os 50 anos de Casa de Rock, o segundo álbum da banda, lançado em dezembro de 1976, e mergulha nos bastidores de sua criação e no legado duradouro do rock progressivo brasileiro.
Mário Testoni Jr., que se juntou à banda na segunda formação, compartilha segredos e curiosidades sobre a gravação do disco. Ele revela que, apesar do sucesso e da relevância do álbum hoje, jamais imaginou que a obra atravessaria meio século, com fãs cantando músicas que sequer foram tocadas ao vivo. O tecladista também comenta sobre a fase prolífica do rock brasileiro na década de 70 e a importância de álbuns como Lar de Maravilhas, que, em sua opinião, estava “quantos anos na frente daquilo que quando foi feito”.
A conversa aborda as mudanças de estilo em Casa de Rock, que se tornou mais rock and roll e menos progressivo que seu antecessor, em parte devido a acontecimentos pessoais de Mário Testoni Jr. na época. Ele detalha os desafios da gravação, com dois bateristas, Marinho e Netinho, o guitarrista Pisca assumindo o baixo e as guitarras, e a entrada de Simbas nos vocais, que teve que se adaptar aos tons altos compostos para os cantores anteriores, Carlinhos e Aroldo.
Um dos pontos altos do episódio é a discussão sobre a censura e o preconceito enfrentados pela banda, especialmente em relação à postura andrógina de Simbas. Mário Testoni Jr. relembra um convite para a TV Tupi que não foi ao ar devido à “afronta” que a imagem da banda representava na época da ditadura militar. Ele também critica a falta de poesia e a efemeridade da música atual, comparando-a à durabilidade de clássicos como Johann Sebastian Bach e Beatles, que perduram por serem “coisa boa”.
O tecladista também comenta sobre a dificuldade de relançar o acervo da Casa das Máquinas, especialmente a faixa-título “Casa de Rock”, que nunca foi editada. Ele revela que a Warner, detentora dos direitos, pediu uma fortuna para liberar as músicas, inviabilizando projetos de relançamento e até mesmo um álbum duplo ao vivo já pronto. A esperança agora reside na proposta da gravadora Monstro de adquirir o acervo e finalmente editar as obras.
Ao final, Mário Testoni Jr. reflete sobre sua trajetória, afirmando que viveria tudo de novo, mas com a experiência de hoje, para aprimorar o que foi feito. Ele destaca a alegria de ver gerações mais jovens descobrindo a Casa das Máquinas, com avós apresentando o vinil aos netos e alunos buscando aprender as músicas da banda. O músico, que continua ativo com a Casa das Máquinas e outros projetos como a Fruto Proibido, expressa sua gratidão por poder viver da música e compartilhar seu conhecimento.
Não perca este episódio imperdível do Redação DISCONECTA e celebre conosco os 50 anos de Casa de Rock, um marco do rock brasileiro que continua a inspirar novas gerações. Assista ou ouça para descobrir mais histórias e segredos de uma das bandas mais importantes do nosso cenário musical!



