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O momento em que Robert Smith soube que “The Cure era a banda”

Marcelo Scherer
Marcelo Scherer
20 de novembro de 2023 5 min de leitura
The Cure -
Foto: Divulgação

Falar de The Cure é chover no molhado, todos sabem da importância da mesma para diversos gênero como post-punk, gótico e new wave. Ela foi extremamente relevante para o desenrolar dos ano 80 marcando tendência e sendo referência para o que veio depois.

Sob a liderança do aficionado por delineador e vocalista, Robert Smith, eles mesclaram guitarras estridentes com paisagens sonoras pop sombrias e narrativas enigmáticas. Mesmo depois de tanto tempo, mais de 40 anos de banda, eles ainda são idolatrados e muito respeitados ao redor do mundo, inclusive aqui no Brasil quando a banda se apresenta no Primavera Sound, dia 02 de dezembro.

Enquanto ainda era uma banda que criava sua autoridade no meio musical nos anos 80, Robert Smith lutava para equilibrar seu trabalho com o The Cure, ao mesmo tempo em que tocava para Siouxsie and the Banshees e The Glove. Com o disco The Top em 1984, ele parece colocar as coisas nos trilhos e conseguiu entregar um álbum incrível nos gótico no ano seguinte, The Head on the Door – o álbum que o fez perceber que o The Cure era “a banda”.

O disco foi lançado em 1985 e consegui fazer a fusão perfeito entre o pop e pós-punk gótico do The Cure.

Dessa ninhada nascia clássicos como “In Between Days”, “Close to Me” e “Six Different Ways” que provaram ser eternos a prova do tempo. Nessa época, uma reação que Smith parecia ter antecipado desde a fase de demos da produção do álbum.

“Durante as demos de The Head on the Door“, disse ele à Rolling Stone, “Eu sabia que o álbum tinha um frescor fantástico e um ambiente realmente agradável.” Segundo Smith, essa percepção decorreu do desenvolvimento tanto da música quanto dos relacionamentos nos bastidores: “Todas as namoradas se davam bem, e a banda se tornou muito mais parecida com uma família. Aquela velha mentalidade de gangue estava ficando um pouco obsoleta. Nessa época, eu tinha 25 anos e percebi que deveria crescer um pouco.”

Smith adquiriu “um bom violão acústico de seis cordas” e imediatamente começou a compor o single principal “In Between Days”, enquanto a adição do baterista Boris Williams expandiu o potencial percussivo do disco. “Nunca poderíamos ter tentado “Six Different Ways” antes, porque nunca tivemos um baterista que pudesse tocar 6/8″, lembrou Smith. “Foi uma sensação incrível estar em uma banda que tocava bem. Eu pensei: ‘Deus, poderíamos tocar – se assim o desejarmos'”.

Como resultado deste momento único na banda temos o incrível The Head on the Door, clássico eterno e amados por todos os fãs, não importa a fase que mais gostam.

Relembre “The Head on the Door”, o álbum que fez Robert Smith perceber que o The Cure era “a banda”, abaixo.

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2 Comentários

Marcelo Scherer
Marcelo Scherer 01/12/2023

Valeu Jorge, vamos em frente!

Jorge Alexandre Garcia
Jorge Alexandre Garcia 01/12/2023

Bom dia,gostei muito deste formato
Que pode ser melhor.parabens

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