Billy Steinberg morre aos 75 anos, encerrando uma carreira que ajudou a definir o pop dos anos 1980. O compositor faleceu em 16 de fevereiro, em sua casa em Brentwood, Califórnia, após enfrentar um câncer, confirmou o Los Angeles Times.
Natural da Califórnia, Steinberg iniciou-se como intérprete, mas ganhou projeção quando passou a escrever em dupla com Tom Kelly a partir de 1981. O primeiro grande êxito veio com “Like a Virgin”, escolhido para ser single de Madonna e líder das paradas por seis semanas. Na mesma fase, a parceria rendeu “True Colors” para Cyndi Lauper, “Eternal Flame” para The Bangles, “So Emotional” para Whitney Houston e “Alone” para Heart.
Cyndi Lauper lamentou a perda em nota à Billboard. A cantora descreveu Steinberg como “um grande letrista e colaborador”, lembrando as discussões criativas que resultaram em “True Colors”. Já Ezra Steinberg, filho do autor, declarou ao The Independent que o pai transmitiu “disciplina, integridade e respeito pela boa composição”.
Mesmo após Kelly se aposentar nos anos 1990, Steinberg continuou ativo, escrevendo para artistas como Demi Lovato e Nicole Scherzinger. Em 2011, a dupla ingressou no Songwriters Hall of Fame.
O compositor deixa a esposa, Trina, os filhos Ezra e Max e os enteados Raul e Carolina. A música pop perde um de seus arquitetos de refrões mais duradouros.




