Boy George usa inteligência artificial para compor músicas

Marcelo Scherer
2 minutos de leitura
Boy George. Crédito: Reprodução.

Boy George, vocalista do Culture Club, incorporou a inteligência artificial em sua rotina de composição, conforme revelou no podcast “Happy Place”, de Fearne Cotton. A tecnologia tem otimizado seu trabalho como letrista.

O cantor britânico explicou que prefere escrever sozinho e que o uso de ferramentas como o ChatGPT elimina a preocupação com a opinião de parceiros de estúdio. Ele se descreve como um “top-line writer”, recebendo bases musicais e permitindo que o software sugira ideias.

George detalhou o processo interativo com o programa. “Faço ajustes na hora: digo ‘isso não parece algo que eu diria’ e ele aprende”, afirmou, ressaltando que o sistema pode ser treinado para refletir seu estilo pessoal.

A aplicação da inteligência artificial por Boy George vai além das letras. No ano passado, o cantor utilizou recursos digitais para regravar a voz de clássicos como “Karma Chameleon”. A medida foi adotada para contornar disputas relacionadas aos direitos das gravações originais.

Enquanto nomes como Elton John e Paul McCartney expressam preocupações sobre os riscos da tecnologia no setor criativo, Boy George encontra apoio. O músico Geezer Butler, por exemplo, também tem utilizado um “cantor” virtual para desenvolver composições recentes.

Paralelamente ao uso de IA, o músico mantém uma agenda ativa. Em novembro, ele liderou um show beneficente em Londres, arrecadando fundos para vítimas do furacão Melissa na Jamaica. Em março, Boy George inicia uma turnê norte-americana, começando por Niagara Falls e finalizando com seis apresentações no The Venetian, em Las Vegas.

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