Charli XCX relatou que o estouro de seu álbum “Brat”, lançado em junho de 2024, abriu portas para um público maior que nem sempre captou sua proposta, fato que motivou o pseudodocumentário “The Moment”.
Em entrevista em vídeo à Billboard (via NME) na última segunda-feira (2 de fevereiro), a cantora britânica, cujo nome verdadeiro é Charlotte Aitchison, disse ter deixado de ser uma artista “de nicho” para ganhar visibilidade ampla. Segundo ela, parte dos novos ouvintes “gostava, mas não me compreendia”, situação que expôs sua rotina a um nível de escrutínio inédito.
Dirigido por Aidan Zamiri, o filme foi rodado em 29 dias, sempre entre festas de fim de semana que, de acordo com a artista, às vezes incluíam faixas do The Prodigy tocando alto enquanto a equipe montava as cenas.
“Brat” tornou-se o trabalho mais bem-sucedido de Charli XCX: liderou as paradas no Reino Unido, Austrália, Irlanda e Nova Zelândia, além de alcançar o terceiro posto nos Estados Unidos. No Metacritic, encerrou 2024 como o álbum mais bem avaliado do ano e figura no top 15 histórico do site. A NME também o elegeu o melhor disco de 2024. O projeto ganhou ainda uma edição deluxe com três faixas extras e um álbum de remixes.
Em abril de 2025, a cantora decretou o fim do chamado “Brat summer” e passou a se dedicar mais ao cinema. Seu próximo lançamento, a trilha de “Wuthering Heights”, chega em 13 de fevereiro e já teve três músicas divulgadas, incluindo “House”, parceria com John Cale. Charli comentou ainda não se ver pronta para gravar um tema de James Bond, mas não descarta a possibilidade “se um dia ligarem”.



