Frank Zappa e Alice Cooper cruzaram caminhos de forma decisiva em 1968, quando o compositor convidou a então desconhecida banda de Phoenix para se apresentar diante dele em Los Angeles e, mesmo sem compreender plenamente as músicas, acabou oferecendo ao grupo um contrato pela Straight Records.
Segundo Alice Cooper em entrevista ao podcast Rock & Roll High School, Zappa se espantou com canções de dois minutos cheias de 20 mudanças de andamento. Ainda assim, propôs registrar tudo ao vivo no estúdio. O resultado foi “Pretties for You”, gravado em apenas dois dias e lançado em 1969. O método reforçou a ideia de Zappa de provar que o grupo conseguia executar aquelas estruturas complexas sem truques de gravação.
Em 1970, a parceria rendeu “Easy Action”. Depois, o conjunto trocou Zappa pelo produtor Bob Ezrin e alcançou as paradas com “Love It to Death” (1971), abrindo caminho para sucessos posteriores. Décadas mais tarde, Cooper reconhece que os dois primeiros álbuns soam hoje como parentes do trabalho de Captain Beefheart, embora o grupo desconhecesse aquela referência na época.
O elo histórico não impediu a evolução da carreira. Em 2025, Cooper reuniu os membros originais Michael Bruce, Dennis Dunaway e Neal Smith para “The Revenge of Alice Cooper”. A formação clássica apareceu em shows pontuais, incluindo o O2 Arena, em Londres, e o evento beneficente Christmas Pudding.
Para 2026, o vocalista planeja nova turnê de quase 100 datas, começando em março, além de compromissos europeus e o retorno do projeto Hollywood Vampires. Aos 78 anos, Cooper afirma que a rotina de 90 minutos de palco “200 vezes por ano” mantém a saúde em dia, desde que longe de drogas, álcool e cigarro.



