GWAR recria ‘Pink Pony Club’ em versão thrash

Luis Fernando Brod
2 minutos de leitura
Chappell Roan e Blöthar the Berserker do GWAR. Crédito: Taylor Hill/Barry Brecheisen/Getty.

A banda norte-americana Gwar levou seu humor ácido ao estúdio Chelsea, em Nova York, para o programa A.V. Undercover, convertendo o single de 2023 de Chappell Roan em riffs acelerados e vocais de Blöthar the Berserker.

O vocalista explicou o motivo da escolha: “‘Pink Pony Club’ fala sobre fugir de um mundo entediante e virar quem você quiser — seja você mesmo, seja outro, incomode quem for, não ligamos”. A declaração resume o espírito libertário presente tanto na letra original quanto na postura teatral de GWAR.

Não é a primeira vez que o grupo distorce sucessos do pop. Em 2024, eles já haviam lançado uma versão pesada de “I’m Just Ken”, trilha do filme Barbie. O novo cover reforça a tradição da banda de satirizar a cultura pop mesclando fantasia, sangue cenográfico e comentários sociais.

Apesar das diferenças sonoras, Chappell Roan e GWAR compartilham causas semelhantes. Em novembro passado, Blöthar autografou um bidê leiloado por John Oliver para financiar a mídia pública, após críticas à ordem executiva de Donald Trump que ameaçava cortar verbas de NPR e PBS.

A postura politicamente afiada do grupo rendeu controvérsia em setembro, quando, no Riot Fest em Chicago, eles encenaram a execução fictícia de Trump e Elon Musk — tradição já aplicada a presidentes anteriores e celebridades. Parte do público acusou a performance de “normalizar a violência”, mas a banda rebateu em nota à Billboard: “Não somos milionários temerosos; usamos o absurdo para expor a própria insanidade humana”.

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