O Julieta Social apresenta Fome, terceira faixa revelada do disco de estreia. A canção, marcada por batidas intensas e vocais etéreos, traz um groove que cresce em camadas. Um perfeito convite para uma atmosfera densa e envolvente.
Com participação das cantoras Nia e Giovanna Vox, além do tecladista Mike O’Brien, Fome amplia a sonoridade do grupo e reforça sua identidade experimental.
Origem e influências
Composta inicialmente por João Durão e Rafael Bastos, a faixa surgiu como a tentativa de criar a 505 do grupo, em referência ao clássico do Arctic Monkeys. A ideia era desenvolver algo misterioso, forte e acessível, com inspiração em Tim Maia, no pop moderno e nas reflexões pessoais de uma geração que enfrenta dores e incertezas.
Segundo Rafael Bastos, parte das letras nasce das conversas cotidianas entre os integrantes:
“Essa letra carrega dores que sinto e que vejo muitos da nossa geração sentindo.”
Construção coletiva
O processo de finalização contou com a colaboração de Rodrigo Mattos e Rubens, que desenvolveram a base, depois refinada na mixagem e masterização de Alexandre Capilé. A adição dos vocais de Nia e Giovanna Vox trouxe um novo peso emocional à faixa, enquanto Mike O’Brien contribuiu com nuances no teclado que ampliaram o alcance do arranjo.
“Convidamos quem curte a fazer samples desse som. Fome é um beat tocado por banda”, resume Rubens.
Uma sonoridade híbrida
A música transita entre rock, jazz alternativo, hip hop, groove e soul, dialogando com influências diversas como The Doors, Fela Kuti, Nas, Nujabes, Questlove e Zé Ramalho. O resultado é uma faixa híbrida, que equilibra a calma contemplativa de Nuvem Nua com a urgência juvenil de Casos de Colômbia, criando um som que é, ao mesmo tempo, introspectivo e pulsante.
Um manifesto sonoro da geração
Com atmosfera enigmática, Fome traduz as inquietações de uma juventude que busca se expressar em meio a dilemas contemporâneos. Para o Julieta Social, o single representa não apenas mais um passo em seu primeiro álbum, mas também um manifesto sonoro sobre identidade, dor e resistência artística.
“É uma música misteriosa, calma, forte e fácil para o ouvido”, define João Durão.