Nemo devolve troféu da Eurovision em protesto a Israel na sede da União Europeia de Radiodifusão (EBU) em Genebra, contestando a manutenção do país no concurso de 2026.
Vencedor da edição de 2024 com a canção “The Code”, o suíço tornou-se o primeiro artista declaradamente não binário a triunfar na competição. Ao anunciar a devolução do prêmio em sua conta no Instagram, Nemo afirmou que os princípios de “unidade, inclusão e dignidade” defendidos pelo festival colidem com a presença de Israel enquanto persistem as denúncias de genocídio em Gaza.
A decisão da EBU de manter Israel foi tomada em 4 de dezembro: 65 % dos delegados votaram a favor de mudanças no processo de votação e promoção, sem novo debate sobre a participação israelense; 23 % foram contra e 10 % se abstiveram. No mesmo dia, Irlanda, Países Baixos, Eslovênia e Espanha anunciaram retirada do evento; a Islândia seguiu o mesmo caminho, e 11 dos 16 candidatos do Festival da Canção português declararam que não representarão o país se vencerem a seletiva.
No Reino Unido, a BBC confirmou a transmissão da final marcada para 16 de maio, em Viena, posição compartilhada pela alemã SWR. O presidente israelense Isaac Herzog declarou que seu país “merece estar presente em todos os palcos”.
Em carta aberta aos fãs, o diretor da Eurovision, Martin Green, disse compreender as “fortes emoções” geradas, mas ressaltou que o concurso só continua unido se seguir suas regras. Nemo encerrou a mensagem enviando o troféu de volta e pedindo à EBU que “viva o que afirma”.



